Tuberculose na infância

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Questão 94
UNIFESP · 2024

Recém-nascido de mãe diagnosticada com tuberculose pulmonar e tratamento iniciado 10 dias antes do parto.

Qual é a conduta terapêutica para a criança?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O RN convive com uma fonte de tuberculose pulmonar ainda potencialmente transmissora, pois a mãe iniciou tratamento somente dez dias antes do parto. Não se deve presumir ausência de contagiosidade apenas pelo início da medicação. A prioridade é avaliar a criança, excluir tuberculose ativa e oferecer tratamento preventivo. Se houver doença, monoterapia profilática é inadequada.

O gabarito C utiliza o esquema clássico de quimioprofilaxia primária com isoniazida. A BCG é adiada; administra-se isoniazida por três meses e então se realiza prova tuberculínica, PPD. Um teste feito logo após a exposição pode ser negativo por janela imunológica e imaturidade da resposta do RN, sem excluir infecção.

Atualização que modifica a conduta preferencial: a Nota Informativa nº 6/2024 do Ministério da Saúde orienta, para RN contatos domiciliares de pessoas bacilíferas, rifampicina por quatro meses, seguida de BCG, sem necessidade de PPD ao término. A alternativa C permanece como gabarito porque descreve o esquema antigo cobrado, não a opção atualmente preferencial. Há ainda uma imprecisão no texto da alternativa: o ponto de corte clássico é PPD maior ou igual a 5 mm, e não apenas maior que 5 mm.

A BCG protege sobretudo contra formas graves da tuberculose infantil, mas não substitui o tratamento preventivo do contato. O aleitamento geralmente pode ser mantido com as medidas de controle de transmissão e a orientação da equipe assistente.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Mistura BCG imediata com o esquema antigo de isoniazida e omite a reavaliação tuberculínica que decide a continuidade desse esquema. A ausência de PPD após quatro meses de rifampicina pertence a outro fluxo.

B) Incorreta. PPD não reator na primeira semana não exclui infecção recente. Vacinar e dispensar profilaxia deixaria desprotegido um RN com exposição relevante.

C) Correta (gabarito). Reproduz a sequência clássica de adiar BCG, oferecer isoniazida por três meses e prolongar até seis meses quando há evidência de infecção sem doença. Deve ser lida com a correção do limiar para 5 mm ou mais e com a atualização ministerial exposta.

D) Incorreta. BCG e observação isoladas não substituem profilaxia. Além disso, PPD investiga resposta imunológica à infecção e não deve ser reservado a crianças sintomáticas.

Bizu MedBoard
  • RN exposto a fonte bacilífera: BCG imediata não substitui tratamento preventivo.

  • Fluxo antigo: três meses de isoniazida, PPD e decisão com corte de 5 mm.

  • MS, Nota Informativa nº 6/2024: preferir quatro meses de rifampicina, depois BCG, sem PPD final.

  • Antes de qualquer profilaxia, excluir tuberculose ativa.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Tuberculose na infância” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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