Adolescente, 16 anos de idade, é levada ao serviço de saúde pela mãe, para avaliar resultado de preventivo de câncer de colo de útero mostrando lesão de baixo grau no citopatológico cérvico-vaginal.
Não confundir início do rastreamento aos 25 anos com manejo de citologia alterada já realizada antes dessa idade.
Na diretriz citológica do INCA de 2016: LSIL abaixo dos 25 anos pede repetição em 3 anos.
A mudança para DNA-HPV em 2025 não transforma adolescentes de risco habitual em população de rastreamento.
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Contexto
A lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, LSIL, é uma alteração citológica frequentemente associada a infecção produtiva pelo HPV. Em adolescentes imunocompetentes, essas infecções são comuns e costumam regredir, enquanto o câncer invasor é raro. Por isso, rastrear precocemente aumenta a detecção de alterações transitórias e pode desencadear procedimentos desnecessários. LSIL na citologia não equivale a diagnóstico histológico de lesão de alto grau.
O critério que resolve a questão é idade inferior a 25 anos com LSIL encontrada em citologia realizada fora da faixa habitual de rastreamento. As Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero do INCA, de 2016, estabelecem repetição da citologia em 3 anos nessa situação. Aos 16 anos, isso significa reavaliar aos 19, e não simplesmente aguardar os 25. O intervalo de 6 meses pertence ao manejo citológico de LSIL a partir dos 25 anos nessa referência.
As diretrizes nacionais de 2025 introduziram rastreamento organizado com teste molecular de DNA-HPV oncogênico, mantendo o início aos 25 anos para a população de risco habitual. Essa atualização não autoriza aplicar à adolescente um algoritmo de teste molecular feito para a população-alvo. O gabarito C corresponde expressamente à recomendação citológica de 2016 cobrada no enunciado. Imunossupressão, sintomas ou suspeita clínica de lesão invasora exigem avaliação própria e não estão descritos aqui.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Transfere para a adolescente o intervalo de 6 meses usado para LSIL em mulheres com 25 anos ou mais no protocolo citológico. O fator discriminante é a idade, associada à elevada probabilidade de regressão espontânea.
B) Incorreta. Confunde a idade de início do rastreamento de rotina com o seguimento de uma alteração já encontrada. Na referência cobrada, uma LSIL identificada aos 16 anos recebe nova citologia em 3 anos.
C) Correta (gabarito). Reproduz o intervalo definido pelo INCA em 2016 para LSIL antes dos 25 anos em paciente imunocompetente, evitando investigação e tratamento excessivos de infecção geralmente transitória.
D) Incorreta. LSIL isolada nessa faixa etária não indica colposcopia com biópsia imediata. Colposcopia é apropriada para alterações de maior risco ou evolução desfavorável conforme o algoritmo, e a biópsia depende dos achados da avaliação.