Durante a epidemia de Zika no nordeste do Brasil, um estudo foi conduzido para investigar a associação entre a infecção congênita pelo vírus Zika e a microcefalia em recém-nascidos. Os pesquisadores selecionaram neonatos com microcefalia e neonatos sem microcefalia. Em seguida, eles investigaram retrospectivamente a exposição materna à infecção pelo vírus Zika confirmada por testes laboratoriais em ambos os grupos.
Começou pelos doentes e não doentes e voltou no tempo para procurar exposição: caso-controle.
Caso-controle costuma usar odds ratio; coorte permite calcular incidência e risco relativo diretamente.
É um desenho eficiente para desfechos raros e doenças de longa latência.
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Contexto
O elemento que define o desenho é como os participantes foram selecionados. Os pesquisadores começaram pelo desfecho: recém-nascidos com microcefalia formaram os casos e recém-nascidos sem microcefalia formaram os controles. Depois, olharam retrospectivamente para a exposição materna prévia ao vírus Zika. Essa sequência, desfecho primeiro e exposição depois, caracteriza estudo de caso-controle.
Esse desenho é especialmente útil para doenças ou desfechos raros e para situações em que uma coorte prospectiva seria lenta ou inviável. A medida de associação clássica é a odds ratio, porque a proporção de casos e controles é definida pelo pesquisador e, em geral, não permite calcular diretamente a incidência populacional da doença.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Na coorte, os participantes são classificados inicialmente segundo exposição, como mães infectadas e não infectadas, e então acompanhados para observar quem desenvolve o desfecho. Aqui a seleção foi feita pela presença de microcefalia.
B) Incorreta. Ensaio clínico exige intervenção deliberada e, tipicamente, alocação de participantes a grupos terapêuticos ou preventivos. Não houve intervenção nem randomização.
C) Correta (gabarito). Casos com microcefalia e controles sem microcefalia foram selecionados primeiro, e a exposição materna passada ao Zika foi investigada depois. Essa é a estrutura clássica de caso-controle.
D) Incorreta. Estudo transversal mede exposição e desfecho em um recorte temporal, estimando principalmente prevalência. Não parte de grupos definidos por desfecho para reconstruir exposição passada.