Em um estudo observacional, prospectivo, analítico foi avaliada a relação entre fumar e a incidência de acidente vascular cerebral (AVC) em mulheres com idade entre 30-55 anos, acompanhadas por um período de 10 anos que, no início do estudo, não tinham história de doença coronariana, AVC ou câncer. Os pesquisadores calcularam a incidência de AVC em mulheres fumantes e em mulheres não fumantes, resultando em uma força de associação de 2,8 IC95% (2,4-3,9).
Coorte calcula incidência e permite obter risco relativo diretamente.
RR maior que 1 indica maior risco nos expostos; RR menor que 1 sugere efeito protetor.
Para RR, IC95% que não cruza 1 indica significância estatística a 5%.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
O desenho é uma coorte prospectiva: mulheres inicialmente livres de AVC foram classificadas segundo exposição ao tabagismo e acompanhadas ao longo do tempo para medir incidência do desfecho. Como a incidência pode ser calculada diretamente em expostas e não expostas, a medida de associação natural é o risco relativo.
Um RR de 2,8 significa que a incidência de AVC entre fumantes foi 2,8 vezes a incidência entre não fumantes. O intervalo de confiança de 95% varia de 2,4 a 3,9 e não inclui o valor nulo do RR, que é 1. Portanto, há evidência estatística de associação ao nível de 5% sem necessidade de exigir, adicionalmente, a apresentação do valor de p.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não falta obrigatoriamente o valor de p para avaliar significância. O IC95% inteiramente acima de 1 já mostra que o resultado é incompatível com ausência de associação ao nível bilateral de 5%.
B) Incorreta. Além de não ser necessário um valor de p adicional, a expressão chance corresponde ao odds e remete ao odds ratio, não ao risco relativo calculado a partir de incidências.
C) Incorreta. O estudo permite medir risco diretamente. Dizer 2,8 vezes a chance implicaria interpretar a medida como odds ratio, o que não corresponde ao enunciado.
D) Correta (gabarito). Mulheres fumantes apresentaram 2,8 vezes o risco de AVC em relação às não fumantes, com IC95% de 2,4 a 3,9, indicando associação estatisticamente significativa.