Sepse e choque séptico

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Questão 30
UNIFESP · 2025

A sepse é uma disfunção orgânica com risco de morte, causada por uma resposta à infecção. O diagnóstico precoce e o atendimento sistematizado ao paciente séptico têm grande impacto no prognóstico.

Qual é a conduta que comprovadamente aumenta a chance de sobrevida do paciente?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Na sepse, antibiótico adequado e controle do foco são intervenções capazes de modificar prognóstico porque reduzem rapidamente a carga infecciosa que perpetua a disfunção orgânica. A Surviving Sepsis Campaign de 2021 recomenda antimicrobianos imediatamente, idealmente dentro de 1 hora, nos pacientes com possível ou provável choque séptico e nos casos em que a probabilidade de sepse é alta. Para possível sepse sem choque, a recomendação atual é fazer avaliação rápida e administrar antimicrobiano em até 3 horas se a suspeita infecciosa persistir.

Isso cria uma pequena diferença entre a formulação moderna e o texto clássico da alternativa B, que generaliza a primeira hora para todos os pacientes sépticos. Mesmo assim, entre as opções oferecidas, B continua sendo o gabarito porque expressa a intervenção de maior impacto e a prioridade histórica do tratamento precoce da infecção. O antimicrobiano deve ter espectro adequado ao provável foco e aos patógenos esperados, com descalonamento posterior quando culturas e evolução permitirem.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Expansão volêmica é parte do manejo da hipoperfusão, mas corticosteroide não é administrado rotineiramente a todo paciente com choque séptico. Hidrocortisona é considerada quando persiste necessidade de vasopressor apesar da ressuscitação e do tratamento do choque.

B) Correta (gabarito). Antimicrobiano adequado e precoce é uma das medidas com maior impacto prognóstico. No choque séptico ou quando a probabilidade de sepse é alta, deve ser iniciado imediatamente, idealmente na primeira hora, sempre direcionado ao foco provável.

C) Incorreta. Estratégia transfusional liberal para manter hemoglobina acima de 10 g/dL não melhora desfechos de rotina e expõe a riscos transfusionais. Em pacientes estabilizados, a estratégia costuma ser restritiva, com limiar próximo de 7 g/dL, salvo situações específicas.

D) Incorreta. Protocolos antigos de terapia guiada por metas usavam pressão venosa central e saturação venosa central de forma mandatória. Hoje a ressuscitação é individualizada, com parâmetros clínicos e hemodinâmicos dinâmicos, e não exige cateter central apenas para perseguir essas metas fixas.

Bizu MedBoard
  • Na sepse, antibiótico precoce e adequado ao foco é a intervenção da alternativa que modifica sobrevida.

  • Atualização importante: a regra de 1 hora é especialmente forte para choque séptico e alta probabilidade de sepse; possível sepse sem choque admite avaliação rápida e tratamento em até 3 horas se a suspeita persistir.

  • Não use hemoglobina maior que 10 g/dL nem metas fixas de PVC e saturação venosa central como rotina.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Sepse e choque séptico” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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