Menino, 10 anos de idade, joga futebol desde pequeno; queixa-se de que há 5 meses vem apresentando dificuldade para correr, há um mês não consegue terminar a partida devido a crises de tosse seca e falta de ar. Há 2 semanas, com resfriado, piorou da tosse, principalmente na madrugada e pela manhã. Tem diagnóstico de rinite alérgica.
Asma é sintomas variáveis mais fluxo expiratório variável, não apenas atopia.
GINA 2026: criança em idade escolar deve ter confirmação objetiva com função pulmonar sempre que possível.
Espirometria normal fora da crise não exclui asma; repita durante sintomas ou use teste de provocação quando necessário.
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Contexto
Tosse seca e dispneia desencadeadas por exercício, piora noturna e matinal, exacerbação após infecção viral e associação com rinite alérgica formam um padrão típico de asma. A GINA 2026 orienta que o diagnóstico em crianças de 6 a 11 anos seja sustentado por história de sintomas respiratórios variáveis e demonstração objetiva de limitação variável do fluxo expiratório.
Aos 10 anos, a criança geralmente consegue realizar espirometria de boa qualidade. Deve-se medir função pulmonar antes e depois de broncodilatador; reversibilidade significativa sustenta o diagnóstico. Se a espirometria inicial for normal, podem ser necessárias medidas seriadas de pico de fluxo, teste de exercício ou provocação brônquica, porque asma é variável e um exame isolado normal não exclui a doença.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. pHmetria investiga refluxo gastroesofágico quando existe suspeita clínica específica. O padrão de exercício, madrugada, virose e atopia favorece asma.
B) Incorreta. Radiografia de tórax pode excluir corpo estranho, infecção crônica ou malformação quando o quadro é atípico, mas não confirma limitação variável do fluxo aéreo.
C) Correta (gabarito). Prova de função pulmonar, especialmente espirometria com teste broncodilatador, é o exame objetivo apropriado para confirmar variabilidade do fluxo expiratório em uma criança de 10 anos.
D) Incorreta. IgE específica demonstra sensibilização a aeroalérgenos e ajuda a caracterizar fenótipo alérgico, mas não comprova asma. Muitas pessoas sensibilizadas não têm doença respiratória.