Recém-nascido (RN) com 28 semanas de idade gestacional, peso de nascimento de 1000g, nasceu vigoroso, mas apresentou desconforto respiratório com 3 minutos de vida, com piora progressiva. Na UTI, RX de tórax apresenta infiltrado reticulogranular.
Prematuro respirando espontaneamente com SDR: comece suporte não invasivo, não intubação automática.
Diretriz Europeia 2025: CPAP nasal de 6 a 8 cmH2O é modalidade inicial recomendada.
Surfactante atual pode ser administrado por técnica menos invasiva; intubação não é pré-requisito obrigatório.
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Contexto
Prematuridade de 28 semanas, desconforto respiratório muito precoce e infiltrado reticulogranular difuso são típicos de síndrome do desconforto respiratório do prematuro por deficiência de surfactante. A deficiência aumenta a tensão superficial alveolar, favorece atelectasia, reduz complacência pulmonar e gera hipoxemia progressiva.
As Diretrizes Europeias de Síndrome do Desconforto Respiratório de 2025 recomendam suporte respiratório não invasivo desde o nascimento para prematuros em respiração espontânea que não necessitam de intubação para estabilização. CPAP nasal em torno de 6 a 8 cmH2O é uma modalidade inicial recomendada. Surfactante deve ser utilizado precocemente quando a doença progride, preferencialmente por técnica menos invasiva em bebês respirando espontaneamente; um protocolo possível considera necessidade de FiO2 de pelo menos 0,30 em suporte não invasivo, pressão média de via aérea de pelo menos 6 cmH2O ou ultrassom pulmonar sugestivo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Ventilação mecânica invasiva deve ser reservada para falha do suporte não invasivo, apneia importante ou necessidade de intubação para estabilização. Intubação rotineira aumenta risco de lesão pulmonar e displasia broncopulmonar.
B) Incorreta. Sepse neonatal pode entrar no diagnóstico diferencial, mas o quadro descrito é clássico de deficiência de surfactante. Antibioticoterapia depende da avaliação de risco infeccioso e não substitui o suporte respiratório imediato.
C) Correta (gabarito). Em prematuro que respira espontaneamente e desenvolve SDR, CPAP nasal é suporte inicial preferencial, recrutando alvéolos e reduzindo necessidade de ventilação invasiva.
D) Incorreta. Surfactante não precisa ser reservado ao recém-nascido já intubado. Técnicas como administração por cateter fino permitem surfactante durante suporte não invasivo e são preferidas em muitos prematuros espontaneamente respirando.