Um casal formado por um homem de 28 anos de idade e uma mulher nuligesta de 27 anos idade, refere 2 anos de tentativas de gestação. Ele, com histórico de uretrite tratada, exame físico sem alterações e espermograma normal. Ela, saudável, com ciclos menstruais regulares, sem queixas de dismenorreia ou dispareunia e com exame físico sem alterações.
Infertilidade: investigue ovulação, sêmen e tubas em paralelo.
Espermograma normal mais ciclos regulares deixa a permeabilidade tubária como etapa essencial ainda não avaliada.
Histerossalpingografia é exame inicial clássico para fator tubário; laparoscopia não é rotina apenas para testar permeabilidade.
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Contexto
Após 12 meses de relações regulares sem contracepção, um casal com mulher abaixo de 35 anos já preenche critério para investigação de infertilidade. A avaliação deve ocorrer em paralelo e contemplar três eixos essenciais: ovulação, fator masculino e anatomia uterotubária. O espermograma masculino é normal e ciclos menstruais regulares tornam ovulação provável, embora não a provem em todas as situações.
O próximo eixo não avaliado é permeabilidade tubária. O Comitê de Prática da American Society for Reproductive Medicine recomenda avaliação específica das tubas, e a histerossalpingografia é exame clássico capaz de demonstrar oclusão proximal ou distal e fornecer informação sobre a cavidade uterina e arquitetura tubária.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Avaliação hormonal masculina é indicada quando há alterações seminais, sinais de hipogonadismo, disfunção sexual ou outros achados específicos. Exame físico e espermograma são normais.
B) Incorreta. Ressonância magnética de pelve é excelente para determinadas doenças estruturais, como adenomiose e endometriose profunda, mas não é exame inicial para testar permeabilidade tubária em uma mulher sem sintomas sugestivos.
C) Correta (gabarito). Histerossalpingografia é a próxima investigação apropriada para avaliar cavidade uterina e, principalmente, permeabilidade das tubas após fator masculino aparentemente excluído e ovulação clinicamente provável.
D) Incorreta. Cariótipo é reservado para situações como azoospermia ou oligozoospermia grave, insuficiência ovariana, anomalias cromossômicas suspeitas ou perdas gestacionais recorrentes, não para investigação inicial deste casal.