Mulher, 62 anos de idade, em estado crítico após sepse grave, necessita de acesso vascular central para administração de medicamentos e monitorização hemodinâmica. Após a punção venosa, a ultrassonografia revela a presença de bolhas de ar entre a agulha de punção e a veia jugular interna.
Perdeu a visualização segura da ponta da agulha: não avance fio-guia.
Ultrassom reduz complicações quando usado para identificar vaso, acompanhar a agulha e confirmar a posição antes da progressão.
Ar subcutâneo gera artefato importante e pode tornar a punção ecoguiada insegura.
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Contexto
A punção venosa central guiada por ultrassom depende de visualização contínua e inequívoca da agulha, da veia e das estruturas vizinhas. Ar nos tecidos produz forte reflexão das ondas ultrassônicas, com artefatos que degradam a imagem e podem impedir a identificação segura da ponta da agulha. Se surgem bolhas entre o trajeto da agulha e a jugular interna, a tentativa deixa de ter uma janela ultrassonográfica confiável.
O princípio de segurança é não avançar fio-guia ou cateter quando a posição da agulha não está claramente confirmada dentro da veia. Nesse cenário, deve-se interromper a tentativa e realizar nova punção em local com anatomia visualizável, novamente sob ultrassonografia. Isso reduz risco de punção arterial, hematoma, pneumotórax, mau posicionamento e progressão extravascular do fio.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Aspirar bolhas não restaura necessariamente a janela acústica nem confirma que a ponta da agulha esteja intravascular. Prosseguir no mesmo trajeto sem visualização segura mantém o risco de complicação.
B) Correta (gabarito). A nova punção em outro local, guiada por ultrassom, restabelece um campo anatômico confiável e permite confirmar a entrada na veia antes de avançar fio-guia e cateter.
C) Incorreta. Injeção de contraste não é método rotineiro para confirmar uma punção venosa central à beira-leito. A confirmação deve ser obtida pela própria técnica ultrassonográfica, retorno venoso e demais etapas seguras do procedimento.
D) Incorreta. O problema é a punção atual, não uma contraindicação absoluta à jugular interna. Pode-se escolher outro sítio jugular ou outro acesso apropriado; migrar obrigatoriamente para femoral é desnecessário.