A notificação de gestantes diagnosticadas com HIV no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é uma etapa fundamental para a vigilância epidemiológica, visando o controle da transmissão vertical do vírus.
Gestante vivendo com HIV: notifique na gestação atual assim que a condição for identificada.
Tratamento eficaz e carga viral indetectável não dispensam a notificação.
Cada gestação gera novo acompanhamento epidemiológico, mesmo quando o diagnóstico materno já era conhecido.
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Contexto
A vigilância da transmissão vertical depende de identificar cada gestação em que existe infecção pelo HIV. Para o SINAN, a gestante com HIV deve ser notificada quando a condição é identificada durante a gestação, sem esperar o parto, sem depender do trimestre e sem considerar como motivo de dispensa o uso de terapia antirretroviral ou a supressão da carga viral.
A lógica é epidemiológica: uma mulher já conhecida como vivendo com HIV continua gerando um novo evento de vigilância quando engravida novamente, porque cada gestação possui risco, exposição fetal, medidas preventivas e desfecho próprios. A notificação permite organizar seguimento materno, profilaxias, monitoramento da criança exposta e avaliação das estratégias para eliminar a transmissão vertical.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Esperar o parto perde meses decisivos de vigilância e de organização do cuidado. A notificação deve ocorrer durante a gestação assim que o diagnóstico ou a condição de gestante vivendo com HIV for reconhecida.
B) Correta (gabarito). A notificação deve ser feita tão logo se identifique HIV na gestante, independentemente do trimestre, do uso de antirretrovirais ou de a carga viral estar indetectável.
C) Incorreta. Carga viral indetectável reduz drasticamente o risco de transmissão quando o tratamento é adequado, mas não elimina a obrigação de vigilância e notificação daquela gestação.
D) Incorreta. Notificação em gestação anterior não substitui a notificação da gestação atual. Cada nova gestação é um novo evento para acompanhamento da prevenção da transmissão vertical.