Para determinar se, de fato, um programa de rastreamento de câncer de próstata é benéfico para aumento da longevidade de homens ("prolongar vidas"),
Se a banca pergunta se o rastreamento prolonga vidas, procure mortalidade por todas as causas.
Sobrevida após diagnóstico é vulnerável aos vieses de tempo de antecipação e de duração.
Desfecho intermediário melhor não significa necessariamente mortalidade menor.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
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Contexto
Quando a pergunta é se um programa de rastreamento realmente prolonga a vida, o desfecho mais direto é mortalidade por todas as causas. Esse desfecho incorpora não apenas mortes pelo câncer rastreado, mas também potenciais danos do rastreamento, do sobrediagnóstico, de procedimentos invasivos e do tratamento de tumores que talvez jamais causassem sintomas.
Sobrevida após o diagnóstico é particularmente enganosa em rastreamento. O viés de tempo de antecipação aumenta artificialmente o intervalo entre diagnóstico e morte apenas porque o câncer foi descoberto mais cedo. O viés de duração favorece a detecção de tumores de crescimento lento, que naturalmente apresentam prognóstico melhor. Mortalidade específica pela doença é um desfecho importante e frequentemente mais sensível para detectar efeito do rastreamento, mas pode sofrer erro de classificação da causa da morte e não demonstra tão diretamente ganho líquido de longevidade quanto a mortalidade geral.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Redução da mortalidade geral é o desfecho que melhor responde à pergunta formulada: se o rastreamento prolonga vidas considerando o balanço global entre benefício e dano.
B) Incorreta. Mortalidade específica por câncer de próstata avalia benefício sobre mortes atribuídas ao tumor e é clinicamente relevante, mas não capta integralmente danos fatais relacionados à cascata diagnóstica e terapêutica nem elimina problemas de classificação da causa do óbito.
C) Incorreta. Sobrevida em 5 anos pode aumentar sem que ninguém viva mais, simplesmente porque o diagnóstico ocorreu mais cedo. É o exemplo clássico de viés de tempo de antecipação.
D) Incorreta. Redução da incidência de doença metastática é um desfecho intermediário promissor, mas não prova, isoladamente, redução de mortalidade ou aumento de longevidade.