Pancreatite

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Questão 5
UNIFESP · 2025

Mulher, 47 anos de idade, antecedente de colelitíase, dá entrada no PS com queixa de dor epigástrica há 8 horas. Exame físico: estável hemodinamicamente, com abdômen distendido, doloroso difusamente no andar superior e DB negativa. Exames laboratoriais: leucograma 14.120 células/mm3 (80% de neutrófilos), PCR 32 mcg/dL e amilase 1.340 mcg/dL.

Qual é a conduta nutricional mais adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A pancreatite aguda é diagnosticada quando existem pelo menos 2 de 3 critérios: dor abdominal típica, amilase ou lipase acima de 3 vezes o limite superior da normalidade e achados compatíveis em imagem. Nesta paciente, a dor epigástrica e a elevação importante da amilase tornam o diagnóstico clínico muito provável, com colelitíase como etiologia provável.

A conduta nutricional mudou em relação ao conceito antigo de manter o pâncreas em repouso. A American College of Gastroenterology Guideline de 2024 recomenda, na pancreatite aguda leve, alimentação oral precoce, com dieta sólida pobre em gordura, dentro de 24 a 48 horas conforme tolerância. Não é necessário aguardar normalização de amilase ou lipase. Quando a via oral não é possível, a nutrição enteral é preferível à parenteral; em doença moderadamente grave ou grave, a via nasogástrica é em geral aceitável e não há necessidade rotineira de posicionamento pós-pilórico.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. A melhora clínica é relevante para avaliar tolerância, mas a normalização da amilase não é requisito para reiniciar alimentação. Esperar a enzima cair prolonga jejum sem benefício demonstrado.

B) Correta (gabarito). Em pancreatite aguda sem íleo, vômitos persistentes ou outra contraindicação gastrointestinal, a alimentação oral deve ser iniciada precocemente, tipicamente dentro de 24 a 48 horas, conforme tolerância clínica.

C) Incorreta. Sonda pós-pilórica não é necessária de rotina em paciente estável e capaz de receber alimentação oral. Quando a alimentação enteral por sonda é necessária, a via nasogástrica costuma ser suficiente e é mais simples.

D) Incorreta. Nutrição parenteral não é primeira escolha porque perde os benefícios da utilização do trato gastrointestinal e se associa a mais complicações infecciosas e metabólicas. É reservada para situações em que a nutrição enteral é inviável ou insuficiente.

Bizu MedBoard
  • Pancreatite leve não pede jejum até a amilase normalizar. Realimente cedo, conforme tolerância.

  • ACG 2024: dieta oral pobre em gordura pode ser iniciada dentro de 24 a 48 horas na doença leve.

  • Se não puder comer, prefira enteral a parenteral; sonda nasogástrica é geralmente tão útil quanto a pós-pilórica.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Pancreatite” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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