Vigilância epidemiológica

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Questão 44
UNIFESP · 2025

Criança, 10 anos de idade, refugiada, é atendida no pronto-socorro apresentando febre e deficiência motora flácida de início súbito. A situação vacinal é ignorada.

Considerando a(s) hipótese(s) diagnóstica(s) mais provável(eis), a conduta adequada neste momento, em relação à vigilância epidemiológica, é notificar o caso às autoridades de saúde:
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Deficiência motora flácida de início súbito em pessoa com menos de 15 anos deve ser tratada pela vigilância como paralisia flácida aguda suspeita, independentemente da hipótese etiológica final. O objetivo é detectar rapidamente possível circulação de poliovírus e manter a vigilância de erradicação da poliomielite. Situação vacinal desconhecida e condição de refugiada reforçam a necessidade de investigação, mas não são necessárias para definir a obrigação de notificar.

A lista nacional de notificação compulsória vigente em 2026 mantém a Paralisia Flácida Aguda como evento de notificação imediata, em até 24 horas. A comunicação é sindrômica e deve ocorrer diante da suspeita, sem aguardar isolamento de poliovírus ou qualquer outro exame. A investigação epidemiológica inclui coleta oportuna de fezes para pesquisa viral.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Cultura de líquor não é pré-requisito para notificação e não é o exame que define poliomielite. Esperar resultado laboratorial atrasaria a vigilância.

B) Incorreta. Fezes são fundamentais para investigação virológica da poliomielite, mas a notificação deve ser feita antes do resultado.

C) Correta (gabarito). Todo caso suspeito de paralisia flácida aguda em menor de 15 anos deve ser notificado imediatamente, em até 24 horas, para desencadear investigação e medidas de vigilância.

D) Incorreta. Não há exigência de confirmação simultânea em fezes e líquor. A vigilância é acionada pela síndrome clínica suspeita.

Bizu MedBoard
  • PFA súbita em menor de 15 anos: notifique em até 24 horas, antes de qualquer confirmação.

  • Para poliomielite, fezes são a amostra-chave para detecção do poliovírus.

  • Em 2026, a lista nacional passou a usar a nomenclatura Paralisia Flácida Aguda, mantendo a notificação imediata.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Vigilância epidemiológica” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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