Mulher, 32 anos de idade, primigesta, na 12a semana de gestação, está realizando pré-natal em Unidade Básica de Saúde. Exame físico: PA 120 x 80 mmHg, ausência de edemas. Exame obstétrico: útero aumentado para 12 semanas, batimentos cardíacos fetais = 144 bpm ao sonar. A glicemia de jejum apresenta resultado de 90 mg/dL.
Primeiro trimestre: jejum abaixo de 92 não encerra o rastreamento; leva ao TOTG 75 g entre 24 e 28 semanas.
SBD 2026: pontos de corte do TOTG são 92, 180 e 153 mg/dL em jejum, 1 hora e 2 horas.
Um único valor alterado no TOTG já estabelece DMG.
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Contexto
A Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, edição 2026, recomenda glicemia plasmática de jejum na primeira consulta pré-natal. No primeiro trimestre, jejum abaixo de 92 mg/dL é normal; valores de 92 a 125 mg/dL sustentam diagnóstico de diabetes mellitus gestacional e valor de 126 mg/dL ou mais sugere diabetes diagnosticado na gestação.
Como a gestante tem glicemia de 90 mg/dL, ela ainda não tem diagnóstico de DMG. A investigação universal deve prosseguir com TOTG de 75 g entre 24 e 28 semanas, medindo jejum, 1 hora e 2 horas. Basta um valor atingir o ponto de corte para diagnóstico de DMG.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não existe diagnóstico de hiperglicemia que justifique perfil glicêmico terapêutico ou vigilância fetal adicional. Hemoglobina glicada pode ter papel em situações específicas, mas não substitui o rastreamento recomendado.
B) Incorreta. Em cenário com disponibilidade diagnóstica, repetir apenas glicemia de jejum não substitui o TOTG de 75 g entre 24 e 28 semanas. Estratégias simplificadas com nova glicemia são alternativas em contextos de limitação de recursos.
C) Incorreta. Atividade física e alimentação saudável fazem parte do pré-natal, mas a paciente ainda não tem DMG para exigir tratamento específico nem nova glicemia em apenas duas semanas.
D) Correta (gabarito). Com glicemia inicial de 90 mg/dL, deve realizar TOTG com 75 g entre 24 e 28 semanas para completar o rastreamento universal de diabetes gestacional.