Homem, 55 anos de idade, com histórico de doença pulmonar obstrutiva crônica sofre uma parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso enquanto estava na UTI. A equipe inicia as manobras de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) imediatamente, mas não há retorno da circulação espontânea após 5 minutos. Durante a ressuscitação, o monitor de capnografia mostra um valor de dióxido de carbono ao final da expiração (ETCO2) de 8 mmHg e a pressão arterial diastólica (PAD) é registrada como 15 mmHg durante as compressões torácicas.
ETCO2 abaixo de 10 mmHg ou pressão diastólica abaixo de 20 mmHg durante RCP: melhore as compressões.
Adulto: 100 a 120 compressões por minuto, profundidade de cerca de 5 a 6 cm, retorno completo e pausas mínimas.
Hiperventilação piora retorno venoso e pode reduzir o débito produzido pelas compressões.
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Contexto
Durante a ressuscitação, dois marcadores podem fornecer informação objetiva sobre o fluxo produzido pelas compressões: dióxido de carbono ao final da expiração e pressão arterial diastólica quando há linha arterial. O ETCO2 reflete, em grande parte, o fluxo sanguíneo pulmonar durante a RCP. Valores persistentemente abaixo de 10 mmHg sugerem débito gerado insuficiente e devem levar à revisão imediata da qualidade das compressões. Quando há monitorização arterial invasiva, uma pressão diastólica abaixo de 20 mmHg também sugere pressão de perfusão coronariana inadequada.
As recomendações contemporâneas de ressuscitação orientam compressões com frequência de 100 a 120 por minuto, profundidade de aproximadamente 5 a 6 cm no adulto, retorno completo do tórax e interrupções mínimas. Neste caso, ETCO2 de 8 mmHg e pressão diastólica de 15 mmHg apontam na mesma direção: é preciso otimizar a mecânica da RCP.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Aumentar a frequência ventilatória pode elevar a pressão intratorácica média, reduzir retorno venoso e piorar a perfusão durante a RCP. Os dados indicam baixa qualidade de fluxo, não necessidade de hiperventilação.
B) Incorreta. ETCO2 e pressão diastólica baixos não demonstram, por si, compressões rápidas demais. Eles mostram perfusão insuficiente e exigem revisão de frequência, profundidade, retorno do tórax e interrupções.
C) Correta (gabarito). Ajustar as compressões para atingir frequência, profundidade e retorno torácico adequados é a intervenção direta para elevar o fluxo gerado, buscando aumento do ETCO2 e da pressão diastólica.
D) Incorreta. Epinefrina faz parte do algoritmo da atividade elétrica sem pulso, mas não substitui compressões de alta qualidade. Se os marcadores fisiológicos mostram baixo fluxo, a primeira correção é otimizar a RCP.