Injúria renal aguda

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Questão 28
UNIFESP · 2025

Homem, 27 anos de idade, previamente hígido, foi vítima de acidente automobilístico com sangramentos. Apresenta, à avaliação, PA = 94/52 mmHg, oligúria, creatinina = 1,9 mg/dL (VR 0,7 a 1,3 mg;dL), ureia = 96 mg/dL (VR 20 a 50 mg/dL), K = 6,1 mEq/L (VR 3,5 a 5,1 mEq/L), densidade urinária = 1036 (VR 1005 a 1030), fração de excreção de ureia = 27% e urina I com presença de cilindros hialinos abundantes.

Qual é o tratamento mais adequado neste momento?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

O paciente sofreu sangramento e apresenta hipotensão, oligúria e azotemia. A urina está muito concentrada, com densidade 1.036; a fração de excreção de ureia é de 27%, abaixo de 35%; e o sedimento mostra cilindros hialinos, sem o padrão granular típico de necrose tubular. O conjunto caracteriza injúria renal aguda pré-renal por hipovolemia hemorrágica, em que os túbulos ainda preservam capacidade de reabsorver sódio, ureia e água.

O tratamento causal é restaurar perfusão com reposição volêmica e, no trauma hemorrágico, controlar a fonte do sangramento e usar estratégia de ressuscitação apropriada, inclusive hemoderivados quando indicados. O potássio de 6,1 mEq/L é relevante e exige ECG e reavaliação rápida; se houver alterações eletrocardiográficas ou hipercalemia ameaçadora, deve-se tratar simultaneamente com medidas específicas. Isso não muda o fato de que a causa da injúria renal é hipovolemia e precisa ser corrigida.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Diálise é indicada em hipercalemia refratária ou grave, acidose refratária, sobrecarga volêmica não controlável, manifestações urêmicas e outras situações específicas. O caso apresenta uma causa pré-renal potencialmente reversível e não descreve refratariedade ou complicação dialítica obrigatória.

B) Correta (gabarito). A reposição de volume corrige o mecanismo central, que é redução do volume circulante efetivo após sangramento. No trauma, isso deve ocorrer junto ao controle da hemorragia e à estratégia de reposição sanguínea quando necessária.

C) Incorreta. Inotrópico é usado quando o problema é baixo débito por falência de bomba. Aqui a história e os índices urinários apontam para hipovolemia, não choque cardiogênico.

D) Incorreta. Furosemida não trata a causa da injúria renal pré-renal e pode aprofundar a depleção volêmica. Diurético é útil para manejo de congestão, não para recuperar rim hipoperfundido por hemorragia.

Bizu MedBoard
  • FeUreia abaixo de 35% mais urina concentrada e sedimento com cilindros hialinos é padrão pré-renal.

  • Na IRA pré-renal hemorrágica, trate causa e perfusão: controlar sangramento e restaurar volume circulante.

  • K de 6,1 mEq/L pede ECG e tratamento específico imediato se houver repercussão, mesmo enquanto a hipovolemia é corrigida.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Injúria renal aguda” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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