Menino, 5 dias de vida, apresenta icterícia colestática, púrpura, hepatomegalia e esplenomegalia. Emissão otoacústica: resposta ausente bilateral. Tomografia de crânio: atrofia cortical, dilatação ventricular e calcificações periventriculares.
Calcificação periventricular mais surdez neonatal é CMV congênito até prova em contrário.
Confirme por PCR de saliva ou urina, idealmente até 21 dias; saliva positiva costuma ser confirmada em urina.
Sorologia IgM não é o teste confirmatório preferencial para CMV congênito.
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Contexto
Púrpura, colestase, hepatoesplenomegalia, perda auditiva e alterações neurológicas com calcificações periventriculares formam o fenótipo clássico da infecção congênita sintomática por citomegalovírus. O CMV tem tropismo pelo sistema nervoso em desenvolvimento e pode causar microcefalia, ventriculomegalia, alterações corticais, coriorretinite e perda auditiva neurossensorial.
O diagnóstico etiológico deve demonstrar o vírus nas primeiras semanas de vida para provar que a aquisição foi congênita. O CDC recomenda teste molecular por PCR em saliva, com confirmação em urina, ou detecção diretamente em urina. Para caracterizar infecção congênita com segurança, a amostra deve ser obtida até 21 dias de vida; após esse período, pode ser difícil distinguir infecção congênita de aquisição pós-natal. Entre as alternativas, PCR urinária é o melhor exame.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Cultura de líquor não é exame de escolha para CMV congênito e apresenta menor praticidade e sensibilidade que métodos moleculares em urina ou saliva.
B) Incorreta. Sangue pode conter CMV, mas não é a amostra preferencial para confirmação neonatal quando urina e saliva estão disponíveis.
C) Incorreta. IgM específica pode ser negativa mesmo em infecção congênita e não possui sensibilidade suficiente para excluir ou confirmar isoladamente a doença.
D) Correta (gabarito). PCR na urina nas primeiras 3 semanas de vida demonstra DNA do CMV e é método recomendado para confirmar infecção congênita.