Doença ulcerosa péptica complicada

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Questão 18
UNIFESP · 2025

Homem, 60 anos de idade, realizou endoscopia digestiva alta por melena sem repercussão hemodinâmica. O laudo apresenta lesão ulcerada bem delimitada de 8 mm na pequena curvatura do antro, com fundo recoberto por fibrina. A biópsia revelou gastrite crônica e presença de Helicobacter pylori.

Qual é a conduta mais adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Úlcera gástrica merece atenção porque uma neoplasia gástrica ulcerada pode simular lesão péptica benigna e uma biópsia inicial pode falhar por amostragem. Por isso, a estratégia clássica de prova é repetir a endoscopia após tratamento, documentar cicatrização e realizar novas biópsias quando indicado, sobretudo quando a amostragem inicial foi limitada, a aparência não foi inequivocamente benigna ou a úlcera não cicatrizou.

A presença de Helicobacter pylori também deve ser tratada. A diretriz do American College of Gastroenterology de 2024 recomenda, quando a sensibilidade do microrganismo não é conhecida, evitar esquemas empíricos com claritromicina pela elevada resistência e prefere esquemas de 14 dias, como terapia quádrupla com bismuto otimizada. Além disso, todo tratamento de erradicação precisa incluir supressão ácida adequada e deve ser seguido de teste de cura. Assim, a alternativa D está errada tanto por ser um esquema incompleto quanto por usar apenas 7 dias.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). Nova endoscopia com reavaliação e biópsia é a alternativa que permite confirmar cicatrização e reduzir o risco de se perder uma neoplasia ulcerada que não tenha sido representada adequadamente na primeira amostra.

B) Incorreta. Ecoendoscopia é útil para estadiamento de neoplasias, avaliação de lesões subepiteliais e algumas doenças pancreatobiliares. Não é exame de rotina para uma pequena úlcera gástrica superficial sem massa ou espessamento suspeito.

C) Incorreta. Angiotomografia é útil quando há sangramento ativo relevante, especialmente se a endoscopia não identifica ou não controla a fonte. A paciente está estável e o problema central é a natureza da úlcera e o controle de cicatrização.

D) Incorreta. Claritromicina mais amoxicilina por 7 dias, sem inibidor de bomba de prótons, não constitui esquema adequado de erradicação. Mesmo a terapia tríplice com claritromicina não deve ser usada empiricamente em muitos cenários sem demonstração de sensibilidade.

Bizu MedBoard
  • Úlcera gástrica pode esconder câncer: controle endoscópico e nova amostragem são a pegadinha clássica.

  • H. pylori deve ser erradicado, mas o esquema não é apenas dois antibióticos; é preciso supressão ácida e duração adequada.

  • ACG 2024: na ausência de teste de sensibilidade, não escolha claritromicina empiricamente como padrão.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença ulcerosa péptica complicada” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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