Homem, 35 anos de idade, foi submetido à descorticação pulmonar devido empiema pleural em fase fibrinopurulenta. No pós-operatório, permaneceu com febre e a radiografia de tórax mostrou uma coleção pleural septada e única. O débito do dreno permanece com aspecto purulento.
Pus persistente mais cavidade residual significa problema de controle do foco, não apenas escolha do antibiótico.
Descorticação busca liberar o pulmão e obliterar o espaço; persistência de espaço infectado após falha cirúrgica pode exigir pleurostomia.
Redrenagem fechada faz mais sentido quando o problema é acesso ou posicionamento do dreno, não quando a banca caracteriza empiema refratário após descorticação.
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Contexto
Empiema pleural exige controle de foco. Na fase fibrinopurulenta, fibrina e septações compartimentalizam o espaço pleural, e a simples presença de antibiótico no sangue não esteriliza uma cavidade que continua cheia de pus. A descorticação procura remover a capa fibrótica, liberar o pulmão e obliterar o espaço pleural. Se, após esse tratamento, o paciente continua febril, com débito purulento e uma cavidade pleural septada persistente, o quadro representa falha de controle do foco com espaço pleural infectado residual.
Em empiema refratário ou crônico após intervenções prévias, a pleurostomia, também chamada de janela torácica aberta em determinados contextos, permite drenagem contínua, acesso para limpeza local e controle de uma cavidade que não foi obliterada. Recomendações de cirurgia torácica reservam essa estratégia para situações selecionadas de infecção persistente, espaço residual ou fístula broncopleural, especialmente após falha de tratamentos menos invasivos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Trocar antibiótico sem corrigir uma coleção purulenta organizada não resolve o problema central. Em abscessos e empiemas, antibiótico é adjuvante ao controle mecânico do foco quando há cavidade não drenada.
B) Incorreta. Nova drenagem fechada pode ser útil quando há uma coleção nova e facilmente acessível ou mau posicionamento do dreno. Na lógica da questão, porém, já houve descorticação e permanece uma cavidade infectada organizada com pus, caracterizando falha que exige drenagem aberta mais efetiva.
C) Correta (gabarito). A pleurostomia oferece drenagem aberta e duradoura do espaço pleural infectado residual, permitindo controle do foco em um empiema persistente após descorticação.
D) Incorreta. Aspiração contínua pode auxiliar expansão pulmonar e funcionamento de um dreno, mas não desfaz por si só septações nem esteriliza uma cavidade residual organizada que continua produzindo pus.