Homem, 30 anos de idade, com lombalgia, disponibiliza na consulta as imagens do exame abaixo.

A pegadinha é identificar primeiro o método. Líquor muito hiperintenso e excelente contraste de partes moles apontam para RM ponderada em T2.
Disco degenerado perde água, fica hipointenso em T2 e pode perder altura.
Hérnia extrusa é melhor caracterizada pela RM, que também mostra compressão do saco dural e das raízes.
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Contexto
As imagens anexadas são de ressonância magnética da coluna lombossacra. Na sequência sagital ponderada em T2, o líquor aparece hiperintenso, e os discos lombares inferiores mostram redução do sinal e perda de altura, achados de desidratação e doença degenerativa discal. Na imagem axial há material discal posterior ocupando o canal vertebral e deformando o saco dural, compatível com hérnia discal.
A extrusão é uma forma de hérnia na qual a porção herniada ultrapassa o espaço discal e apresenta, em pelo menos um plano, maior dimensão que a base de comunicação com o disco ou perde continuidade com ele quando sequestrada. A ressonância é o método de escolha para avaliar disco, raízes nervosas, saco dural e partes moles. A espondilite anquilosante, por outro lado, é uma espondiloartrite axial cujo estudo direciona atenção a sacroileíte, edema ósseo e alterações estruturais das articulações sacroilíacas, achados que não explicam a imagem apresentada.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. O método realmente é ressonância magnética, mas a imagem mostra degeneração discal lombar com hérnia posterior, e não o padrão típico de espondiloartrite axial.
B) Incorreta. A interpretação patológica está próxima do correto, mas a modalidade está errada. Em tomografia, o osso cortical teria destaque muito maior e o contraste entre líquor, raízes e disco seria inferior ao observado.
C) Correta (gabarito). As imagens são de ressonância e mostram discos lombares inferiores degenerados, com perda de sinal e altura, além de hérnia discal extrusa com projeção para o canal.
D) Incorreta. Não se trata de tomografia e não há padrão típico de espondilodiscite, que costuma produzir edema de corpos vertebrais adjacentes, alteração de placas terminais, comprometimento do disco e, em casos avançados, coleções paravertebrais ou epidurais.