Recém-nascido de 20 dias, nascido a termo, parto vaginal, sem intercorrências perinatais, é levado ao PS com febre há 6 horas (temperatura axilar de 38,3°C) e recusa das mamadas. Exame físico: irritado, T = 38,5°C, FC = 168 bpm, tempo de enchimento capilar = 2 segundos, sem outras alterações.
A pegadinha é tranquilizar-se porque o exame físico está quase normal. Febre em recém-nascido exige investigação invasiva completa.
Urocultura: cateterismo ou punção suprapúbica; saco coletor não serve para confirmar ITU.
RX de tórax depende de sintomas respiratórios, não é exame universal do neonato febril.
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Contexto
Todo lactente com menos de 28 dias e temperatura documentada de pelo menos 38,0°C deve ser considerado de alto risco para infecção bacteriana invasiva até investigação adequada. Mesmo com exame físico sem foco, a avaliação inicial inclui hemocultura, estudo urinário com coleta estéril e punção lombar para análise e cultura do líquor.
A infecção urinária é uma das infecções bacterianas mais frequentes nessa faixa etária. Para urocultura diagnóstica, saco coletor não é aceitável devido à alta taxa de contaminação. Deve-se utilizar cateterismo vesical ou punção suprapúbica. Radiografia de tórax só é necessária quando há sinais respiratórios ou indicação clínica específica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. PCR viral e radiografia de tórax podem ser úteis quando há sintomas respiratórios, mas não substituem a investigação de meningite e ITU em recém-nascido febril.
B) Incorreta. Urina tipo 1 e urocultura são necessárias, porém saco coletor não deve ser usado para cultura diagnóstica por causa da elevada contaminação.
C) Incorreta. Punção lombar é indicada, mas a alternativa omite a investigação urinária, uma das fontes bacterianas mais relevantes no neonato febril.
D) Correta (gabarito). Líquor, urina tipo 1 e urocultura por sondagem completam a avaliação inicial para bacteremia, meningite e infecção urinária.