A pegadinha é dizer que caso-controle “mede doença rara”. Ele estuda associações em doença rara, mas não mede sua frequência diretamente.
Caso-controle parte do desfecho e olha para a exposição passada.
Em estudos de vacina, VE pode ser estimada por 1 menos a OR, quando os pressupostos do desenho são satisfeitos.
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Contexto
O estudo caso-controle parte do desfecho: selecionam-se pessoas que desenvolveram a doença, os casos, e pessoas sem a doença, os controles, e compara-se a frequência de exposição prévia. Ele é especialmente eficiente para doenças raras ou de longa latência, mas não estima diretamente incidência ou prevalência, porque o número de casos e controles é definido pelo desenho.
Efetividade vacinal pode ser avaliada por caso-controle comparando a proporção de previamente vacinados entre casos e controles. Quando a seleção e a mensuração são adequadas, a razão de chances de vacinação permite estimar a efetividade como aproximadamente VE = (1 - OR) × 100%. O desenho teste-negativo, amplamente usado em vacinas respiratórias, é uma variante dessa lógica.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Caso-controle é eficiente para estudar fatores associados a doenças raras, mas não permite estimar diretamente a frequência populacional da doença porque a proporção de casos é definida pelo pesquisador.
B) Incorreta. Programas de rastreamento exigem avaliação de desfechos, vieses específicos e frequentemente delineamentos populacionais ou experimentais. Não é o objetivo mais típico entre as opções para caso-controle.
C) Incorreta. Prevalência de doenças crônicas é estimada diretamente por estudos transversais ou inquéritos populacionais, não por caso-controle.
D) Correta (gabarito). A efetividade de uma vacina na prática real pode ser estimada comparando a vacinação prévia entre doentes e não doentes, obtendo uma OR que pode ser convertida em estimativa de efetividade.