Homem, 68 anos de idade, agricultor, com exposição solar crônica, queixa-se de lesão ulcerada e crostosa no nariz há 8 meses, com crescimento progressivo e sangramento esporádico. Exame físico: lesão de 1,5 cm, com ulceração central, bordas elevadas e peroladas na asa nasal direita. Não há linfonodos palpáveis na região cervical. Além da fotoproteção,
A pegadinha é tratar toda lesão pequena como “baixo risco”. Localização nasal eleva o risco oncológico e favorece controle rigoroso de margens.
O padrão morfológico clássico do carcinoma basocelular nodular é pápula ou nódulo perolado, telangiectasias e ulceração central.
Para a prova, marque a excisão completa indicada no gabarito. Para prática atual, lembre que nariz é sítio em que cirurgia micrográfica costuma ganhar importância.
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Contexto
Lesão ulcerada de crescimento lento, com bordas elevadas e peroladas em área fotoexposta, é a apresentação clássica do carcinoma basocelular. O tratamento curativo é cirúrgico na maioria dos casos. A questão considera a lesão pequena e ressecável e adota a excisão completa com margem clínica de 0,5 cm como resposta.
Há, porém, uma divergência relevante com recomendações atuais. O consenso europeu de carcinoma basocelular de 2023 e recomendações dermatológicas contemporâneas consideram o nariz um sítio anatômico crítico e de maior risco de recorrência. Para tumores de maior risco em área nasal, cirurgia micrograficamente controlada, como a cirurgia de Mohs, é frequentemente preferida. Em excisão convencional de lesões de baixo risco, margens em torno de 3 a 5 mm são usadas; tumores de alto risco podem exigir controle completo de margens ou margens maiores. Portanto, o gabarito D deve ser mantido porque é o padrão cobrado pela prova, mas a prática atual é mais refinada pela estratificação de risco e pela localização nasal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Corticoide não trata carcinoma basocelular e atrasaria o diagnóstico e o tratamento de uma neoplasia com crescimento progressivo e sangramento.
B) Incorreta. Biópsia incisional é útil quando a lesão é grande, mal delimitada, em área de reconstrução complexa ou quando é necessário definir histologia antes do tratamento definitivo. Na lógica da questão, a lesão é pequena e passível de remoção completa no mesmo ato.
C) Incorreta. Shaving pode fornecer diagnóstico em situações selecionadas, especialmente lesões superficiais, mas não corresponde ao tratamento oncológico definitivo proposto para uma lesão ulcerada na asa nasal e não garante avaliação adequada de margens.
D) Correta (gabarito). A alternativa oferece retirada completa da lesão com margem e exame histopatológico. Essa é a resposta esperada pela prova. Na prática atual, por se tratar de asa nasal, deve-se considerar técnica com controle micrográfico de margens, especialmente se houver qualquer outro fator de alto risco.