Menina, 7 anos de idade, apresenta sono agitado com ronco frequente e sudorese profusa. Considerando o diagnóstico mais provável,
A pegadinha é esperar sonolência diurna como no adulto. Na criança, SAOS frequentemente aparece como hiperatividade e dificuldade escolar.
Ronco habitual nunca deve ser banalizado quando vem com sono agitado, pausas respiratórias ou repercussão diurna.
Hipertrofia adenotonsilar é causa frequente; obesidade é importante fator de risco adicional.
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Contexto
Ronco frequente, sono agitado e sudorese noturna em criança sugerem síndrome de apneia obstrutiva do sono. Na infância, a obstrução recorrente das vias aéreas durante o sono causa fragmentação do sono e hipóxia intermitente. O resultado muitas vezes não é sonolência típica do adulto, mas alteração comportamental, com hiperatividade, irritabilidade, desatenção, dificuldade de aprendizado e queda do rendimento escolar.
Hipertrofia adenotonsilar é causa frequente em crianças. Obesidade é fator de risco importante, sobretudo em adolescentes e em recorrência após adenotonsilectomia, mas não é a comorbidade clínica mais característica no cenário descrito.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Fibrilação atrial é associação descrita com apneia do sono em adultos, mas é incomum na infância e não representa a comorbidade típica desta faixa etária.
B) Incorreta. Hipertensão arterial pode ocorrer em casos moderados ou graves por ativação simpática e hipóxia recorrente, mas alterações neurocomportamentais são muito mais frequentes em crianças.
C) Correta (gabarito). Fragmentação do sono e hipóxia intermitente podem provocar hiperatividade, irritabilidade, déficit de atenção e prejuízo escolar, manifestações clássicas de SAOS pediátrica.
D) Incorreta. Obesidade aumenta o risco de SAOS, mas não é obrigatória e não é a comorbidade mais frequentemente associada ao quadro típico em criança.