Homem, 30 anos de idade, em uso de anticoagulante por arritmia, foi vítima de ferimento por arma branca na face medial da cоха direita há 2 horas. Apresenta sangramento ativo, ausência de pulso distal e extremidade fria no membro.
A pegadinha é pedir imagem quando o exame físico já fechou a urgência. Sinal duro de lesão vascular significa intervenção imediata.
Ausência de pulso, frialdade, palidez, dor, parestesia e paralisia são sinais de comprometimento arterial e gravidade da isquemia.
Anticoagulação não muda a prioridade: primeiro controlar hemorragia e restaurar perfusão.
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Contexto
Ferimento penetrante na coxa com sangramento ativo, ausência de pulso distal e extremidade fria apresenta múltiplos sinais duros de lesão arterial. Nos algoritmos de trauma vascular da Western Trauma Association, sangramento externo ativo, hematoma rapidamente expansivo, sopro ou frêmito e sinais de oclusão arterial, como ausência de pulso e isquemia distal, indicam necessidade de intervenção imediata. Exames de imagem são destinados principalmente a pacientes estáveis com sinais leves ou dúvida diagnóstica.
A prioridade é controlar temporariamente a hemorragia com compressão direta, ressuscitar quando necessário e encaminhar imediatamente para exploração e reparo vascular. A anticoagulação aumenta o sangramento e sua reversão pode ser necessária de forma paralela, conforme o fármaco utilizado, mas não deve atrasar controle hemorrágico e revascularização do membro.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Angiotomografia é excelente para mapear lesões quando o diagnóstico não está definido. Aqui já há sangramento ativo e isquemia distal, portanto esperar imagem atrasa hemostasia e reperfusão.
B) Correta (gabarito). Compressão manual é medida imediata de controle temporário da hemorragia enquanto o paciente segue diretamente ao centro cirúrgico para exploração e reparo arterial.
C) Incorreta. Reverter anticoagulação pode ser um componente do manejo, mas observar a evolução diante de ausência de pulso e extremidade fria é inadequado. O membro está em isquemia aguda e exige correção da lesão.
D) Incorreta. Arteriografia diagnóstica não deve atrasar cirurgia quando sinais duros já estabelecem a lesão. Ela pode ter papel em cenários selecionados com estratégia endovascular, mas não substitui a ação imediata exigida pelo caso.