Recém-nascido filho de mãe vivendo com HIV, considerado de alto risco para infecção vertical, recebe profilaxia ao nascimento com 3 drogas antirretrovirais. Aos 14 dias de vida, apresenta carga viral de 80 cópias/mL em teste de PCR quantitativo.
A pegadinha é confundir viremia detectável com diagnóstico definitivamente confirmado. Em menores de 18 meses, teste virológico positivo precisa de confirmação em nova amostra.
PCDT 2024: baixa carga detectável exige confirmação rápida; se a segunda carga for menor que 100 cópias/mL, DNA pró-viral ganha papel central.
Mantenha o esquema preemptivo enquanto a investigação diagnóstica está em andamento.
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Contexto
O recém-nascido é de alto risco para transmissão vertical e já recebe esquema com três antirretrovirais. O PCDT do Ministério da Saúde para Manejo da Infecção pelo HIV em Crianças e Adolescentes, Módulo I de 2024, recomenda testes virológicos seriados ao nascimento, aos 14 dias, duas semanas após o término da profilaxia e posteriormente conforme o fluxo diagnóstico.
Uma carga viral detectável de 80 cópias/mL aos 14 dias é um resultado anormal, mas um único teste detectável não basta para confirmar definitivamente infecção. Deve-se colher imediatamente nova amostra para confirmação, com nova carga viral ou DNA pró-viral conforme a posição do exame no algoritmo. O PCDT orienta que, quando uma segunda carga viral permanece detectável porém abaixo de 100 cópias/mL, o DNA pró-viral seja coletado imediatamente. O tratamento preemptivo com três drogas deve ser mantido enquanto o diagnóstico é esclarecido.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Não se deve suspender o esquema preemptivo nem rotular definitivamente a criança como infectada com base em um único resultado de baixa viremia. É preciso confirmação virológica.
B) Correta (gabarito). A conduta é confirmar imediatamente em nova amostra, repetindo teste virológico ou utilizando DNA pró-viral conforme o algoritmo. Não se deve aguardar semanas diante de viremia detectável em recém-nascido de alto risco.
C) Incorreta. Esperar 30 dias atrasa a definição diagnóstica e prolonga incerteza desnecessária. Resultado detectável requer confirmação imediata.
D) Incorreta. A genotipagem pode ser coletada oportunamente em determinadas situações, mas um único teste detectável não estabelece sozinho o diagnóstico definitivo nem torna a genotipagem o passo confirmatório principal.