Doença arterial periférica e isquemia aguda

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Questão 9
UNIFESP · 2026

Homem, 65 anos de idade, tabagista, relata dor em panturrilhas após caminhar por 100 metros, aliviada com o repouso. O índice tornozelo-braquial é de 0,6 no membro inferior direito. Não há sinais de infecção ou necrose.

Qual é a conduta inicial mais adequada?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

Dor em panturrilha desencadeada por caminhada e aliviada pelo repouso é claudicação intermitente. Um índice tornozelo-braquial de 0,6 confirma doença arterial periférica hemodinamicamente significativa. A ausência de dor isquêmica em repouso, perda tecidual, gangrena ou lesão não cicatrizante indica que não há isquemia crônica ameaçadora do membro.

A diretriz ACC/AHA de doença arterial periférica de 2024 coloca como base do tratamento a redução do risco cardiovascular e o exercício estruturado. Isso inclui cessação do tabagismo, estatina de alta intensidade quando tolerada, controle de pressão e diabetes quando presentes, terapia antitrombótica conforme indicação e programa estruturado de caminhada. Revascularização é reservada principalmente para claudicação funcionalmente limitante que persiste apesar de tratamento clínico e exercício ou para isquemia ameaçadora do membro.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). O paciente tem claudicação estável sem ameaça ao membro. A primeira etapa é tratamento clínico intensivo dos fatores de risco e exercício estruturado, com reavaliação funcional.

B) Incorreta. Revascularização endovascular pode ser indicada se a claudicação permanecer incapacitante apesar da terapia clínica e exercício, mas não é automaticamente a primeira intervenção apenas porque o índice tornozelo-braquial é 0,6.

C) Incorreta. Amputação primária é reservada para membro inviável, necrose extensa, infecção sem possibilidade de salvamento ou outras situações extremas. Nada disso está presente.

D) Incorreta. Revascularização cirúrgica convencional também é uma opção para anatomias selecionadas e sintomas refratários, mas não precede tratamento clínico e exercício em claudicação estável.

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  • A pegadinha é usar o valor do índice tornozelo-braquial isoladamente para indicar procedimento. Claudicação sem ameaça ao membro começa com tratamento clínico.

  • Revascularização melhora sintomas e qualidade de vida em pacientes selecionados, mas é segunda etapa quando o tratamento inicial é insuficiente.

  • O que muda a urgência é dor em repouso, perda tecidual, úlcera isquêmica ou gangrena.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Doença arterial periférica e isquemia aguda” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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