Homem, 65 anos de idade, tabagista, relata dor em panturrilhas após caminhar por 100 metros, aliviada com o repouso. O índice tornozelo-braquial é de 0,6 no membro inferior direito. Não há sinais de infecção ou necrose.
A pegadinha é usar o valor do índice tornozelo-braquial isoladamente para indicar procedimento. Claudicação sem ameaça ao membro começa com tratamento clínico.
Revascularização melhora sintomas e qualidade de vida em pacientes selecionados, mas é segunda etapa quando o tratamento inicial é insuficiente.
O que muda a urgência é dor em repouso, perda tecidual, úlcera isquêmica ou gangrena.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
Dor em panturrilha desencadeada por caminhada e aliviada pelo repouso é claudicação intermitente. Um índice tornozelo-braquial de 0,6 confirma doença arterial periférica hemodinamicamente significativa. A ausência de dor isquêmica em repouso, perda tecidual, gangrena ou lesão não cicatrizante indica que não há isquemia crônica ameaçadora do membro.
A diretriz ACC/AHA de doença arterial periférica de 2024 coloca como base do tratamento a redução do risco cardiovascular e o exercício estruturado. Isso inclui cessação do tabagismo, estatina de alta intensidade quando tolerada, controle de pressão e diabetes quando presentes, terapia antitrombótica conforme indicação e programa estruturado de caminhada. Revascularização é reservada principalmente para claudicação funcionalmente limitante que persiste apesar de tratamento clínico e exercício ou para isquemia ameaçadora do membro.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O paciente tem claudicação estável sem ameaça ao membro. A primeira etapa é tratamento clínico intensivo dos fatores de risco e exercício estruturado, com reavaliação funcional.
B) Incorreta. Revascularização endovascular pode ser indicada se a claudicação permanecer incapacitante apesar da terapia clínica e exercício, mas não é automaticamente a primeira intervenção apenas porque o índice tornozelo-braquial é 0,6.
C) Incorreta. Amputação primária é reservada para membro inviável, necrose extensa, infecção sem possibilidade de salvamento ou outras situações extremas. Nada disso está presente.
D) Incorreta. Revascularização cirúrgica convencional também é uma opção para anatomias selecionadas e sintomas refratários, mas não precede tratamento clínico e exercício em claudicação estável.