Em um estudo de coorte metade das pessoas são expostas a um fator de risco (FR). Nesses expostos, o risco de morrer em 10 anos foi 10%, enquanto nos não expostos foi 5%.
A pegadinha é confundir fração atribuível nos expostos com fração atribuível populacional. FA expostos = 50%; FAP = 33,3%.
Primeiro calcule o risco total da população ponderando cada estrato pela sua frequência.
A interpretação causal é indispensável: a fração atribuível estima o que seria evitável se a exposição realmente causasse o desfecho.
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Contexto
A pergunta pede a fração atribuível populacional, isto é, a proporção de todos os óbitos da população que não ocorreria se a exposição causal fosse eliminada. Metade da população é exposta. Portanto, o risco populacional observado é a média ponderada: 0,5 × 0,10 + 0,5 × 0,05 = 0,075, ou 7,5%.
Se o fator de risco fosse eliminado e a relação fosse causal, os antigos expostos passariam a apresentar o risco dos não expostos, 5%. O risco populacional cairia de 7,5% para 5%. A fração atribuível populacional é então (7,5% - 5%)/7,5% = 2,5/7,5 = 1/3.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Um meio, ou 50%, é a fração atribuível entre os expostos: (10% - 5%)/10%. A questão pergunta pela proporção evitável entre todos os óbitos da população.
B) Correta (gabarito). A eliminação do fator reduziria o risco populacional de 7,5% para 5%, evitando 2,5 pontos percentuais de um total de 7,5%, isto é, um terço das mortes.
C) Incorreta. Um quarto não resulta da ponderação correta dos riscos segundo a proporção de expostos e não expostos.
D) Incorreta. Um quinto subestima o impacto populacional do fator de risco nas condições fornecidas.