Homem, 55 anos de idade, previamente saudável, chega ao serviço de emergência 60 min após início de dor torácica anginosa típica. Eletrocardiograma: supra de ST em parede anterior. Exame físico: PA = 70/45 mmHg, FC = 110 bpm, extremidades frias, tempo de enchimento capilar = 6 segundos. Enquanto se organiza a transferência imediata para angioplastia primária,
A pegadinha é escolher inotrópico quando a pressão está crítica. Primeiro sustente a pressão com noradrenalina; depois considere inotropia se o débito continuar baixo.
No choque do infarto, droga vasoativa é ponte. O tratamento que modifica o prognóstico é a reperfusão coronariana imediata.
Dopamina perdeu espaço pelo maior risco de taquiarritmias.
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Contexto
O paciente apresenta infarto agudo do miocárdio com supra de ST anterior associado a choque cardiogênico: pressão de 70 por 45 mmHg, taquicardia, extremidades frias e enchimento capilar muito prolongado demonstram hipoperfusão. A prioridade definitiva é reperfusão coronariana imediata por angioplastia primária. Enquanto isso é providenciado, a pressão precisa ser sustentada para preservar perfusão cerebral e coronariana.
As Diretrizes ESC de Síndrome Coronariana Aguda de 2023 mantêm a revascularização emergencial como eixo do choque associado ao infarto. Quando é necessário vasopressor, a noradrenalina é amplamente preferida porque aumenta a pressão arterial predominantemente por efeito alfa-adrenérgico e apresenta menos taquiarritmias do que a dopamina. Em geral, busca-se pressão arterial média em torno de 65 mmHg, individualizada à perfusão. Se, após obter pressão adequada, persistir baixo débito, um inotrópico como dobutamina pode ser associado.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Noradrenalina é a melhor droga entre as opções para restaurar pressão em choque cardiogênico profundamente hipotensivo enquanto se realiza reperfusão. Ela oferece efeito vasopressor previsível e menor carga arrítmica que dopamina.
B) Incorreta. Dobutamina aumenta contratilidade e pode ser útil quando há baixo débito com pressão já sustentada. Isoladamente, sua vasodilatação pode reduzir ainda mais a pressão de um paciente com 70 por 45 mmHg.
C) Incorreta. Dopamina pode elevar pressão, mas causa mais taquicardia e arritmias e não é o vasopressor preferencial no choque cardiogênico.
D) Incorreta. Vasopressina pode ser usada como adjuvante em choque refratário selecionado, mas não é a primeira escolha para choque cardiogênico pós-infarto.