Menino, 4 anos de idade, apresenta cansaço há 1 dia e tosse seca com piora há 3 horas. Paciente tem asma e parou a medicação de controle há 1 semana por estar sem crise há 2 meses. Exame físico: FR = 42 irpm, fala apenas frases curtas, SpO2 = 95% em ar ambiente. De acordo com o GINA (Global Initiative for Asthma),
A pegadinha é deixar a SpO2 de 95% rebaixar a gravidade. Na crise asmática, vale o pior achado clínico.
Crise grave: SABA repetido, ipratrópio nas primeiras doses e corticoide sistêmico precoce.
LABA isolado não é tratamento de resgate.
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Contexto
A criança de 4 anos apresenta exacerbação asmática com taquipneia importante e limitação da fala a frases curtas. A gravidade deve ser definida pelo pior parâmetro clínico presente, não por uma média dos achados. Saturação de 95% não neutraliza sinais clínicos de maior gravidade.
O GINA orienta tratamento imediato das exacerbações com broncodilatador de curta ação, tipicamente salbutamol, repetido nas primeiras horas conforme resposta. Em exacerbação grave, associa-se brometo de ipratrópio nas doses iniciais e administra-se corticoide sistêmico precocemente. LABA não é medicamento de resgate para crise aguda e nunca deve substituir SABA ou esquema contendo formoterol aprovado para alívio conforme a faixa etária e estratégia de manutenção.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A fala limitada a frases curtas e a taquipneia importante colocam a criança na categoria grave. SABA associado a ipratrópio é conduta imediata apropriada, com corticoide sistêmico também indicado no manejo completo.
B) Incorreta. O tratamento proposto é compatível com exacerbação grave, mas a classificação como moderada subestima sinais clínicos relevantes.
C) Incorreta. LABA não deve ser usado isoladamente para alívio imediato de exacerbação. A crise exige broncodilatador de ação rápida.
D) Incorreta. A classificação de gravidade é adequada, mas a droga proposta é inadequada como resgate agudo.