Caso-controle: odds ratio. Coorte: incidência e risco relativo. Transversal: prevalência.
Doença rara favorece caso-controle; exposição rara favorece coorte.
No transversal, razão de prevalências costuma ser mais diretamente interpretável, mas odds ratio também pode ser calculado.
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Contexto
Cada delineamento epidemiológico parte de uma lógica diferente e, por isso, tem medidas de frequência e associação mais naturais. O estudo de coorte parte da exposição e acompanha a ocorrência do desfecho, permitindo calcular incidência e risco relativo. O caso-controle parte do desfecho e reconstrói a exposição anterior; como o pesquisador fixa o número de casos e controles, não calcula diretamente incidência nem risco, e sua medida clássica é o odds ratio. O transversal mede exposição e desfecho em um recorte no tempo, sendo o desenho clássico para estimar prevalência.
Em estudos transversais, o odds ratio pode ser calculado e é uma medida válida de associação, mas, quando o desfecho é comum, a razão de prevalências costuma ser mais intuitiva e o odds ratio pode magnificar a magnitude da associação se for interpretado erroneamente como risco relativo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Caso-controle não permite cálculo direto do risco relativo porque a proporção de casos é definida pelo desenho. A medida clássica é o odds ratio, que aproxima o risco relativo quando a doença é rara sob determinadas condições.
B) Incorreta. Coortes podem estudar doenças raras, mas costumam ser ineficientes porque seria necessário acompanhar um número muito grande de pessoas para acumular casos. O caso-controle é, em geral, o desenho mais eficiente para doença rara.
C) Incorreta. O caso-controle seleciona participantes conforme presença ou ausência do desfecho, portanto não reproduz a proporção natural de doentes na população e não estima prevalência diretamente.
D) Correta (gabarito). Estudos transversais podem usar odds ratio, mais precisamente odds de prevalência, como medida de associação entre exposição e desfecho. A medida de frequência característica do desenho continua sendo a prevalência.