O gráfico abaixo representa a prevalência de doença associada ao HPV.

Pegadinha central: o pico de infecção por HPV não é a idade ideal para vacinação; a vacina deve preceder a exposição.
HPV é muito comum; câncer invasivo é consequência de uma minoria de infecções persistentes por tipos oncogênicos.
Lesão intraepitelial, sobretudo de baixo grau, pode regredir espontaneamente.
Em prova, memorize a sequência: infecção frequente, persistência incomum, lesão precursora menos frequente, câncer invasivo ainda mais raro.
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Contexto
O gráfico representa a história natural da infecção pelo HPV: a prevalência da infecção sobe rapidamente após o início da exposição sexual, enquanto as lesões intraepiteliais aparecem mais tarde e o câncer invasivo surge apenas em uma fração pequena, geralmente após anos de persistência de HPV oncogênico. A maioria das infecções é transitória e sofre clareamento espontâneo em cerca de 1 a 2 anos; o evento que aumenta o risco de progressão é a persistência viral, sobretudo por tipos de alto risco.
Essa sequência temporal também explica por que a vacinação tem maior benefício antes da exposição ao vírus. No Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, a vacinação de rotina contra HPV é feita em meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única, com estratégias de resgate para não vacinados em faixas etárias definidas pelo programa. Portanto, o pico de infecção observado no gráfico não define a idade ideal para começar a vacinação.
As neoplasias intraepiteliais também não têm destino obrigatório de progressão. Lesões de baixo grau apresentam elevada taxa de regressão, e até parte das lesões de maior grau pode regredir, embora exija seguimento ou tratamento conforme idade, grau histológico e contexto clínico. O câncer cervical invasivo resulta de uma cadeia menos frequente: infecção persistente, transformação celular, lesão precursora e invasão.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A faixa de 15 a 25 anos coincide com maior exposição e prevalência de HPV, mas isso não significa que seja a idade ideal para vacinar. A estratégia preventiva busca imunizar antes da exposição sexual; no SUS, a rotina é de 9 a 14 anos.
B) Incorreta. Neoplasias intraepiteliais podem involuir espontaneamente, principalmente as de baixo grau. Progressão não é inevitável e depende de persistência do HPV oncogênico e de fatores do hospedeiro.
C) Incorreta. O clareamento ocorre na maioria das infecções. A minoria persiste e é essa persistência que sustenta o risco de lesão intraepitelial de alto grau e câncer.
D) Correta (gabarito). O gráfico mostra uma grande prevalência de infecção por HPV, uma prevalência muito menor de neoplasia intraepitelial e uma curva ainda menor de câncer. Isso traduz que a progressão até câncer invasivo é um evento relativamente infrequente entre todas as infecções adquiridas.