Você está no alojamento conjunto, avaliando recém-nascido no 2o dia de vida, nascido a termo, parto vaginal, adequado para a idade gestacional, sem intercorrências perinatais, evoluindo com boa aceitação do seio materno. Exame clínico sem alterações. A mãe apresenta quadro de tosse crônica, colhido pBAAR (pesquisa de Bacilo Álcool-Ácido Resistente) na semana passada, que veio positivo, mas ainda não iniciou nenhum tratamento. O recém-nascido em questão ainda não recebeu vacina BCG até o momento.
Pegadinha central: para acertar esta questão histórica, mantenha o gabarito C; para a prática atual, memorize RN exposto e não vacinado: não BCG e iniciar quimioprofilaxia primária.
Na estratégia atual com isoniazida, a prova tuberculínica após três meses decide o próximo passo: PT igual ou superior a 5 mm mantém tratamento e não vacina; PT menor que 5 mm suspende tratamento e aplica BCG.
BCG protege principalmente contra formas graves de tuberculose na infância, mas não deve ser aplicada de imediato ao recém-nascido nesta situação de exposição bacilífera.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
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Contexto
O recém-nascido é contato domiciliar de uma mãe com pesquisa de BAAR positiva e ainda sem tratamento, situação de alta preocupação para exposição à tuberculose pulmonar bacilífera. Um ponto permanece válido: não se deve aplicar BCG imediatamente no recém-nascido exposto antes de completar a abordagem específica do contato.
Há, porém, uma divergência relevante entre o gabarito histórico da questão e a recomendação atual do Ministério da Saúde. O Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação de 2024 e a Nota Informativa 15/2024 orientam que o recém-nascido assintomático, coabitante de caso-fonte de tuberculose pulmonar ou laríngea e ainda não vacinado com BCG, não receba BCG e inicie quimioprofilaxia primária. Os esquemas atuais podem usar isoniazida por três meses, rifampicina por quatro meses ou isoniazida mais rifampicina por três meses. Quando se usa isoniazida, a prova tuberculínica é realizada após o período inicial: se for igual ou superior a 5 mm, mantém-se isoniazida por mais três meses e não se aplica BCG; se for menor que 5 mm, suspende-se a isoniazida e aplica-se BCG.
O gabarito oficial desta prova é C e deve ser preservado, pois foi construído com a referência adotada pela banca à época. Para estudo de conduta atual, entretanto, não se deve aprender a realização imediata da prova tuberculínica como passo inicial neste recém-nascido.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. É incorreta segundo o gabarito oficial da prova. Entretanto, nas recomendações atuais, esta é a alternativa que mais se aproxima do manejo quando se escolhe isoniazida: não aplicar BCG, iniciar quimioprofilaxia e realizar prova tuberculínica após o período inicial de isoniazida.
B) Incorreta. A BCG não deve ser aplicada imediatamente em recém-nascido coabitante de caso-fonte bacilífero antes da abordagem preventiva específica.
C) Correta (gabarito). É a resposta oficial da banca: não aplicar BCG, realizar prova tuberculínica e decidir posteriormente sobre isoniazida. Essa sequência não corresponde à recomendação atual do Ministério da Saúde, que prioriza quimioprofilaxia primária imediata no recém-nascido exposto.
D) Incorreta. A alternativa erra ao propor BCG imediata no recém-nascido exposto, embora reconheça a necessidade de profilaxia.