Homem, 22 anos de idade, tem infecção por HIV diagnosticada há 4 anos (exames recentes com CD4 550 céls/mm3 carga viral < 40 cópias/ml). Está em uso de terapia antirretroviral com tenofovir/lamivudina/efavirenz e procura atendimento no centro de imunizações porque ficou preocupado com as notícias de casos de febre amarela em sua cidade.
Pegadinha central: HIV não contraindica automaticamente vacina de febre amarela; em adultos, olhe o CD4 e o risco epidemiológico.
Para prova: CD4 igual ou superior a 350 células/mm3 permite vacinação quando indicada; entre 200 e 350 exige avaliação de risco-benefício; abaixo de 200 contraindica enquanto persistir imunodeficiência grave.
Pessoa vivendo com HIV que pode ser vacinada recebe dose padrão, não dose fracionada.
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Contexto
A vacina contra febre amarela é de vírus vivo atenuado, por isso a decisão em pessoas vivendo com HIV depende do grau de imunossupressão. O Calendário Nacional de Vacinação 2026, alinhado ao Manual dos CRIE, considera que adultos com CD4 igual ou superior a 350 células/mm3 não apresentam alteração imunológica relevante para essa decisão e podem ser vacinados quando houver indicação epidemiológica.
O paciente tem CD4 de 550 células/mm3, carga viral suprimida e tratamento antirretroviral efetivo. Portanto, diante de indicação por circulação viral, recebe dose padrão, não fracionada. Para pessoas de 5 a 59 anos nunca vacinadas, o esquema rotineiro é uma dose única. A dose fracionada foi uma estratégia excepcional de campanha e não substitui a dose padrão neste cenário.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Dose fracionada não é a estratégia indicada para a pessoa vivendo com HIV neste contexto. O paciente com boa reconstituição imune recebe dose padrão.
B) Incorreta. Infecção por HIV, por si só, não é contraindicação absoluta. O dado decisivo é o estado clínico e imunológico; com CD4 de 550 células/mm3 e supressão viral, a vacinação pode ser realizada se houver risco epidemiológico.
C) Correta (gabarito). O paciente deve receber uma dose plena ou padrão de vacina contra febre amarela, conforme o esquema aplicável ao adulto não vacinado de 5 a 59 anos.
D) Incorreta. Além de propor dose fracionada, traz um reforço em oito anos que não corresponde ao esquema nacional atual.