Primípara, 24 anos de idade, apresentou parto vaginal a termo há 40 dias. O recém-nascido está em amamentação exclusiva. Retorna para orientação e deseja contracepção.
Pegadinha central: 40 dias ainda é menos de 6 semanas; lactante no puerpério precoce não é cenário para escolher estrogênio.
Implantes de progestagênio são opções seguras e muito eficazes durante a lactação.
Amenorreia lactacional não é calendário: exige menos de 6 meses pós-parto, amenorreia e amamentação exclusiva ou quase exclusiva.
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Contexto
A paciente está com 40 dias de puerpério, portanto ainda antes de completar 6 semanas, e amamenta exclusivamente. O princípio central é evitar estrogênio nesse período e preferir métodos compatíveis com a lactação. Pela OMS, Medical Eligibility Criteria, 6ª edição, 2025, implantes de progestagênio podem ser utilizados nessa fase, enquanto contraceptivos hormonais combinados não são recomendados no puerpério precoce de lactantes.
O implante é método reversível de longa duração, de alta eficácia e independente da lembrança diária. Métodos comportamentais têm eficácia típica menor. É importante diferenciar abstinência periódica do método da amenorreia lactacional: este último só funciona quando coexistem três condições, menos de 6 meses do parto, amenorreia e amamentação exclusiva ou quase exclusiva.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). O implante subdérmico apenas com progestagênio é altamente eficaz e compatível com a amamentação. Aos 40 dias pós-parto, é a melhor opção entre as oferecidas.
B) Incorreta. Abstinência periódica depende de previsão da janela fértil, algo particularmente pouco confiável no puerpério pela irregularidade da retomada ovulatória. Não deve ser confundida com o método da amenorreia lactacional.
C) Incorreta. Aos 40 dias, a paciente ainda está antes de 6 semanas pós-parto. O estrogênio do contraceptivo combinado não é primeira escolha em lactantes nessa fase, tanto pelo risco tromboembólico puerperal quanto pela preocupação com lactação.
D) Incorreta. Coito interrompido tem maior taxa de falha em uso típico e é muito menos eficaz que um método reversível de longa duração.