Paciente com diagnóstico pré-natal de diabetes gestacional realizado no teste de tolerância á glicose com 26 semanas, controlada com insulina NPH e regular.
Pegadinha: insulina usada por diabetes gestacional não deve ser automaticamente mantida depois da dequitação.
O rastreamento metabólico mais importante é o TOTG com 75 g entre 4 e 12 semanas após o parto.
História de diabetes gestacional implica rastreamento futuro periódico para diabetes tipo 2, mesmo quando a glicemia normaliza no puerpério.
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Contexto
No diabetes gestacional, a resistência insulínica aumenta principalmente pela ação de hormônios placentários. Após a dequitação, essa resistência cai de forma abrupta. Por isso, em mulher que usava insulina exclusivamente por diabetes gestacional, a necessidade de insulinoterapia costuma desaparecer no puerpério imediato.
O Standards of Care in Diabetes 2026 da American Diabetes Association orienta rastreamento de diabetes persistente entre 4 e 12 semanas após o parto com teste oral de tolerância à glicose de 75 g, usando critérios diagnósticos de não gestantes, e rastreamento ao longo da vida a cada 1 a 3 anos. A questão aborda apenas a prescrição imediata de uma paciente com diabetes gestacional, e não diabetes pré-gestacional.
O gabarito adota a rotina clássica de suspender a terapia hipoglicemiante e liberar dieta geral, sem monitorização capilar programada em uma paciente estável. Protocolos assistenciais podem realizar glicemias no puerpério imediato em situações selecionadas, sobretudo quando há dúvida de diabetes prévio ou hiperglicemia persistente. Isso não modifica a resposta esperada entre as alternativas oferecidas.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Com a retirada da placenta, a resistência insulínica regride rapidamente e a insulina utilizada apenas para diabetes gestacional deve ser suspensa. Na lógica da questão, a paciente retorna à dieta geral e não necessita de controle capilar rotineiro imediato.
B) Incorreta. Manter as mesmas doses de NPH e regular após o parto pode provocar hipoglicemia, porque a necessidade de insulina despenca. Essa conduta seria diferente em diabetes tipo 1 e pode precisar de ajuste, e não simples suspensão, em diabetes tipo 2.
C) Incorreta. A suspensão da terapia está correta, mas a alternativa mantém dieta específica para diabetes e glicemias às refeições como rotina obrigatória. Isso não corresponde à conduta cobrada para diabetes gestacional isolado e estável no puerpério imediato.
D) Incorreta. Não se inicia hipoglicemiante oral de rotina logo após o parto apenas porque a paciente precisou de insulina na gestação. Primeiro é necessário documentar persistência de alteração glicêmica no seguimento.