Considerando os objetivos do desenvolvimento sustentável da OMS, além da vacinação com BCG,
Pegadinha central: sintomático respiratório é para investigar; caso confirmado é para tratar e acompanhar até o desfecho.
Contato não significa tratamento automático de infecção latente.
Programas de controle são cobrados pela cadeia completa: detectar, diagnosticar, tratar, acompanhar e encerrar corretamente.
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Contexto
A meta 3.3 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propõe acabar, até 2030, com a epidemia de tuberculose como problema de saúde pública. O controle programático não se limita a iniciar tratamento: exige diagnóstico oportuno, esquema adequado, adesão, investigação de contatos, manejo da infecção latente quando indicada e acompanhamento até o desfecho, com registro de cura quando os critérios forem cumpridos.
O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil de 2019 e as atualizações do Guia de Vigilância em Saúde mantêm o princípio de acompanhamento e encerramento adequado dos casos. Sintomático respiratório é pessoa a ser investigada, não alguém que deve receber tratamento empírico apenas por ter sintomas. Da mesma forma, contato ou teste tuberculínico reagente não significa tratamento automático: primeiro é necessário excluir tuberculose ativa e aplicar os critérios de indicação de tratamento da infecção latente.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Sintomático respiratório deve ser investigado para tuberculose com os métodos diagnósticos recomendados. Tratar todos os sintomáticos sem confirmação ou critério clínico adequado produziria tratamento desnecessário e atrasaria o diagnóstico diferencial.
B) Incorreta. Nem todo contato recebe tratamento da infecção latente de forma indiscriminada. A indicação depende de avaliação clínica, exclusão de doença ativa, idade, imunossupressão, tipo de contato e testes conforme o protocolo vigente.
C) Correta (gabarito). Confirmar e registrar a cura dos casos tratados é componente programático essencial, porque mede efetividade do cuidado, identifica abandono ou falha e reduz risco de transmissão persistente.
D) Incorreta. Um teste tuberculínico reagente isolado não basta para iniciar tratamento em qualquer pessoa. A interpretação depende do contexto epidemiológico e clínico, e doença ativa precisa ser excluída antes de tratar infecção latente.