A força isocinética foi medida em 200 homens e mulheres saudáveis de 45 a 78 anos de idade para examinar a relação entre força muscular, idade e composição corporal. O pico de torque foi medido a 60 e 240 graus/s no joelho e a 60 e 180 graus/s no cotovelo usando o dinamômetro Cybex II®. A massa isenta de gordura (MIG) foi estimada por pesagem hidrostática em todos os sujeitos, e a mesma massa muscular (MM) foi determinada em 141 indivíduos a partir da excreção de creatinina urinária. Observou-se que a MIG e MM foram menores no grupo dos mais velhos (p<0,001). A força de todos os grupos musculares foi menor em mulheres e nos mais velhos (p<0,006), mas quando ajustada para MIG ou MM, estas diferenças não se mostraram significantes. Estes dados sugerem que o MM é um principal determinante das diferenças relacionadas à idade e sexo na força muscular esquelética. (Journal of Applied Physiology 7 (2), 644-50)
Pegadinha central: comparar jovens com idosos no mesmo momento não é acompanhar envelhecimento.
Transversal é a fotografia; coorte é o filme ao longo do tempo.
Sem intervenção do pesquisador, o estudo permanece observacional.
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Contexto
O estudo avaliou 200 adultos em um único recorte, medindo simultaneamente idade, composição corporal e força muscular, sem intervenção e sem seguimento temporal. Isso caracteriza estudo observacional transversal. A comparação entre pessoas mais jovens e mais velhas não transforma o desenho em coorte, porque os mesmos indivíduos não foram acompanhados enquanto envelheciam.
Estudos transversais são úteis para descrever características de uma população e estimar prevalências, além de explorar associações entre variáveis medidas no mesmo período. Sua limitação clássica é a dificuldade de estabelecer temporalidade entre exposição e desfecho.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). Exposição e desfecho foram medidos no mesmo conjunto de participantes em um ponto do tempo, sem acompanhamento longitudinal.
B) Incorreta. Coorte exige seguimento temporal de participantes classificados segundo exposição para observar incidência de desfechos ou mudança ao longo do tempo.
C) Incorreta. Caso-controle seleciona participantes a partir da presença ou ausência de um desfecho e investiga exposições anteriores. Isso não ocorreu.
D) Incorreta. Não houve alocação de intervenção, manipulação de exposição nem grupo experimental definido pelo pesquisador.