Paciente 9 anos é trazida pela mãe em virtude do aparecimento de nódulo mamário dolorido à direita. A mãe tem 42 anos de idade e encontra-se em tratamento quimioterápico para câncer de mama. O avô materno faleceu devido a câncer de próstata aos 80 anos. No exame clínico da criança, a altura e o peso encontram-se no percentil 50. Presença de leve pilificação genital e axilar bilateral; genitália com vulva e introito vaginal normais, com hímen íntegro. Presença de nódulo fibroelástico retroareolar direito com cerca de 1cm, parcialmente aderido à aréola e levemente doloroso. Região mamária e aréola esquerda sem achados palpatórios. O restante do exame clínico é normal. A ultrassonografia da aréola direita é apresentada.

Nódulo retroareolar em menina de 9 anos pode ser simplesmente o broto mamário.
Telarca fisiológica pode ser dolorosa, assimétrica e unilateral no início.
Evite punções e excisões no broto mamário normal para não lesar a mama em desenvolvimento.
História familiar de câncer importa para avaliação de risco familiar, mas não muda a aparência fisiológica do broto puberal.
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Contexto
A menina tem 9 anos, leve pilificação genital e axilar e um nódulo fibroelástico retroareolar unilateral discretamente doloroso. A ultrassonografia mostra tecido glandular retroareolar compatível com broto mamário, sem características de massa sólida suspeita. O conjunto representa início fisiológico da puberdade, correspondente à telarca, que pode começar de forma unilateral.
O desenvolvimento mamário normal pode iniciar a partir dos 8 anos. Nos estágios iniciais, uma mama frequentemente se desenvolve antes da outra e o tecido retroareolar pode ser palpável, firme ou fibroelástico e apresentar sensibilidade. A assimetria costuma diminuir com a progressão puberal.
Procedimentos invasivos devem ser evitados em broto mamário típico porque podem lesar tecido mamário em desenvolvimento e produzir deformidade futura. A conduta é acompanhamento clínico da progressão puberal, observando crescimento mamário, velocidade de crescimento, evolução dos pelos e eventual menarca. Massa excêntrica ao complexo aréolo-papilar, crescimento rápido, secreção sanguinolenta, alterações cutâneas ou linfonodomegalia exigiriam investigação diferente.
O câncer de mama materno aos 42 anos é relevante para a história familiar e pode justificar avaliação genética da mãe e da família conforme critérios apropriados, mas não transforma um broto mamário fisiológico da criança em lesão suspeita e não indica punção ou biópsia do tecido puberal normal.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Punção com agulha fina não é necessária em um broto mamário típico e pode traumatizar a mama em desenvolvimento. Ela seria reservada a lesão focal realmente suspeita após avaliação apropriada.
B) Incorreta. Punção com agulha grossa fornece histologia, mas é ainda mais invasiva e só se justifica quando existe massa que necessite diagnóstico tecidual. O ultrassom e o exame clínico são compatíveis com desenvolvimento puberal normal.
C) Correta (gabarito). Telarca aos 9 anos está dentro da faixa fisiológica e pode começar unilateralmente. O broto mamário deve ser acompanhado clinicamente sem intervenção invasiva.
D) Incorreta. Biópsia excisional removeria tecido mamário normal em desenvolvimento e poderia comprometer a anatomia futura. Não há achado clínico ou ultrassonográfico que justifique esse procedimento.