Paciente secundigesta está em acompanhamento pré-natal. Teve um parto vaginal há dois anos, quando tinha 16 anos de idade. O cartão de vacinação da paciente está apresentado a seguir.

dTpa é repetida em toda gestação, mesmo se foi aplicada na gestação anterior.
No PNI atual, a dTpa é indicada a partir de 20 semanas.
dT serve para completar esquema de difteria e tétano quando necessário, não como etapa obrigatória antes de toda dTpa.
Hepatite B com esquema completo não recebe reforço rotineiro na gestação.
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Contexto
Questão anulada oficialmente. O cartão demonstra vacinação prévia para hepatite B e componentes contendo difteria e tétano, mas o enunciado não informa a idade gestacional atual. Esse dado é indispensável porque a principal vacina a ser atualizada durante a gravidez é a dTpa, indicada em cada gestação, independentemente de doses recebidas em gestações anteriores.
No Programa Nacional de Imunizações, a gestante deve receber uma dose de dTpa em cada gestação, atualmente a partir de 20 semanas, preferencialmente ainda durante a gestação para maximizar a transferência transplacentária de anticorpos contra coqueluche. Se o esquema básico contra difteria e tétano estiver incompleto, as doses necessárias de dT são utilizadas para completar o esquema, respeitando os intervalos recomendados.
Hepatite B não exige dose de reforço de rotina em pessoa imunocompetente que já completou o esquema. A gestação, por si só, não cria indicação de reforço. Como não sabemos se a paciente já atingiu 20 semanas e o cartão não permite concluir de maneira inequívoca a necessidade de uma dose adicional imediata de dT antes da dTpa, nenhuma alternativa é universalmente correta.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Uma dose imediata de dT seguida de dTpa após 60 dias só faria sentido se o esquema básico estivesse incompleto e os intervalos permitissem essa programação. Não é uma sequência obrigatória para toda gestante.
B) Incorreta. A ideia de administrar dTpa durante a gestação é correta, mas a alternativa fixa o segundo trimestre sem informar a idade gestacional atual. A recomendação prática é aplicar a partir de 20 semanas em cada gestação, e a ausência desse dado impediu uma resposta inequívoca.
C) Incorreta. Não se recomenda reforço rotineiro de hepatite B após esquema completo apenas porque a paciente engravidou.
D) Incorreta. Mesmo que tenha recebido dTpa em gravidez anterior, a gestante deve receber nova dose de dTpa na gestação atual, desde que esteja na janela indicada.