Em relação à infecção pelo vírus da hepatite B,
Quanto mais cedo se adquire HBV, maior o risco de cronificação. Perinatal é o cenário clássico de maior risco.
Anti-HBs = imunidade; HBsAg = infecção atual; HBV-DNA = replicação viral.
Anti-HBe sugere menor replicação em muitos casos, mas não exclui HBV ativo.
RN exposto deve receber vacina e imunoglobulina específica o mais precocemente possível após o nascimento.
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Contexto
O determinante mais importante do risco de cronificação da hepatite B é a idade em que a infecção é adquirida. A resposta imune do recém-nascido e da criança pequena é menos capaz de eliminar o HBV. Por isso, infecção perinatal pode cronificar em aproximadamente 90% dos recém-nascidos infectados na ausência de profilaxia adequada, enquanto em adultos imunocompetentes a cronificação ocorre em pequena minoria.
O PCDT de Hepatite B e Coinfecções do Ministério da Saúde, atualizado em 2024, reforça a importância da prevenção da transmissão vertical. Gestantes com HBsAg reagente devem ser avaliadas, inclusive com carga viral quando indicada, e recém-nascidos expostos devem receber vacina contra hepatite B e imunoglobulina específica preferencialmente nas primeiras 24 horas de vida. Essa combinação reduz de forma marcante a transmissão perinatal.
A soroconversão de HBeAg para anti-HBe costuma acompanhar redução da replicação no HBV selvagem, mas anti-HBe isolado não garante baixa transmissibilidade. Variantes pré-core ou promotor basal podem replicar mesmo com HBeAg negativo. Para estimar atividade viral, HBV-DNA é mais informativo.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. Pessoas que resolvem a infecção costumam desenvolver imunidade duradoura, mas a frase é absoluta e inclui também quem não elimina o vírus e evolui para hepatite B crônica. A infecção não garante resolução nem imunidade protetora em todos.
B) Correta (gabarito). A infecção adquirida no período perinatal é a situação de maior risco de cronificação, chegando a cerca de 90% dos recém-nascidos infectados sem profilaxia adequada.
C) Incorreta. Anti-HBe frequentemente acompanha menor replicação em comparação ao estado HBeAg positivo, mas não é marcador absoluto de baixa transmissão. Pacientes HBeAg negativos podem manter HBV-DNA elevado por variantes virais.
D) Incorreta. Anti-HBs indica resposta imune protetora, seja após vacinação ou após resolução da infecção. Não é marcador de maior transmissibilidade.