Fratura de quadril: opere cedo, não espere o paciente ficar perfeito.
AAOS 2021: cirurgia dentro de 24 a 48 horas da admissão pode melhorar desfechos.
O gabarito 12 a 48 horas continua sendo o melhor entre as alternativas, mas 12 horas não é um tempo mínimo obrigatório nas recomendações atuais.
Adie apenas para corrigir problemas que realmente aumentem o risco cirúrgico imediato.
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Contexto
Fratura intertrocantérica do fêmur em adulto, especialmente no idoso, deve ser tratada cirurgicamente de forma precoce após estabilização das condições reversíveis. O objetivo é reduzir tempo de imobilidade, dor, delirium, complicações pulmonares, tromboembolismo e perda funcional, sem levar ao centro cirúrgico um paciente ainda não otimizado.
A Diretriz da American Academy of Orthopaedic Surgeons de 2021 para fraturas do quadril em adultos mais velhos afirma que cirurgia realizada dentro de 24 a 48 horas da admissão pode estar associada a melhores resultados. Outras recomendações internacionais também enfatizam operar no dia da admissão ou no dia seguinte, desde que não haja uma condição clínica importante que exija correção imediata.
A questão utiliza a faixa de 12 a 48 horas como gabarito. Ela continua sendo a melhor alternativa oferecida porque contempla a janela de cirurgia precoce e evita demora superior a 48 horas. Entretanto, a diretriz atual não estabelece que seja necessário esperar completar 12 horas: um paciente adequadamente avaliado e estável pode ser operado antes disso.
Motivos aceitáveis para breve adiamento incluem correção de anemia grave selecionada, distúrbios hidroeletrolíticos importantes, anticoagulação com risco hemorrágico relevante, infecção ou descompensação cardiopulmonar que realmente aumente o risco imediato. Exames e pareceres de baixo impacto não devem atrasar a cirurgia rotineiramente.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A fixação não é procedimento de ressuscitação da primeira hora. Antes da cirurgia são necessários avaliação do trauma, analgesia, exames essenciais, estabilização clínica e planejamento anestésico.
B) Incorreta. Alguns pacientes podem ser operados dentro das primeiras 12 horas se estiverem preparados, mas essa faixa curta não representa a janela geral de referência usada pela questão e excluiria muitos pacientes que ainda obtêm benefício com cirurgia no primeiro ou segundo dia.
C) Correta (gabarito). A faixa de 12 a 48 horas é a alternativa que melhor representa fixação precoce após avaliação e estabilização. A evidência atual da AAOS enfatiza cirurgia dentro de 24 a 48 horas, sem necessidade de aguardar um mínimo de 12 horas.
D) Incorreta. Adiar rotineiramente para 48 a 72 horas expõe o paciente a mais tempo de imobilidade e está associado a piores desfechos quando não existe motivo clínico justificável para postergação.