Recém-nascido do sexo feminino, nascida de 33 semanas de idade gestacional e com peso de 1.800 g ao nascer, é admitida em Unidade de Cuidados Intermediários logo após o parto. Mãe HBsAg negativa.
Prematuro com menos de 2 kg: adie BCG, não hepatite B.
PNI 2026: hepatite B monovalente ao nascer, preferencialmente nas primeiras 12 horas.
Depois, a criança recebe componente hepatite B na pentavalente aos 2, 4 e 6 meses.
Mãe HBsAg positiva exige vacina e imunoglobulina específica o mais cedo possível, em locais diferentes.
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Contexto
A criança nasceu com 33 semanas e 1.800 g, mas a mãe é HBsAg negativa. Pelo Calendário Nacional de Vacinação do PNI de 2026, a vacina monovalente contra hepatite B é recomendada para toda a população a partir do nascimento. Para o recém-nascido, a agenda oportuna prevê uma dose logo após o nascimento, preferencialmente na sala de parto ou nas primeiras 12 horas.
As demais doses de proteção contra hepatite B são realizadas no esquema infantil com a vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses. Assim, na rotina brasileira, esse recém-nascido recebe quatro exposições ao antígeno da hepatite B: a dose monovalente ao nascer e as três doses da pentavalente.
A pegadinha é confundir hepatite B com BCG. O PNI 2026 orienta adiar BCG no recém-nascido, a termo ou prematuro, com peso inferior a 2.000 g até que alcance esse peso. Essa restrição de peso não é aplicada à dose neonatal da vacina contra hepatite B.
Se a mãe fosse HBsAg positiva, ou seu status fosse desconhecido em situação de risco, haveria indicação de medidas adicionais de prevenção da transmissão vertical, incluindo imunoglobulina humana anti-hepatite B associada à vacina em sítios distintos, o mais precocemente possível. Esse não é o cenário apresentado.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A vacina contra hepatite B deve ser administrada logo após o nascimento mesmo no prematuro de 1.800 g, seguindo o esquema do PNI. Prematuridade e baixo peso não justificam adiar essa dose.
B) Incorreta. O limite de 2.000 g é relevante para a BCG no calendário brasileiro, não para postergar a vacina contra hepatite B. Também não há indicação automática de uma quinta dose por causa do peso neste cenário.
C) Incorreta. Não existe recomendação de aguardar 36 semanas de idade gestacional corrigida para iniciar a vacinação contra hepatite B. A proteção deve começar ao nascimento.
D) Incorreta. Esperar 30 dias perde a oportunidade da dose neonatal, cuja finalidade inclui proteção precoce e prevenção de transmissão perinatal não reconhecida.