Lactente, sexo masculino, 2 meses de idade, nasceu com atresia duodenal, está internada desde o nascimento. Neste período de 2 meses, foi submetido a abordagem cirúrgica, recebeu nutrição parenteral e desenvolveu infecção de cateter central tratada com sucesso. Encontra-se agora em condições clínicas de transição para dieta oral. Como ainda não tem previsão de alta hospitalar, a equipe deseja manter a vacinação atualizada durante a internação. A criança já recebeu as vacinas de BCG e hepatite B ao nascimento.
A pegadinha central é que internação não é motivo para atrasar vacinas injetáveis de rotina, mas o rotavírus é exceção relevante no ambiente hospitalar.
Aos 2 meses no PNI 2026: pentavalente, VIP, pneumocócica 10-valente e rotavírus para a criança não hospitalizada sem contraindicação.
Palivizumabe é anticorpo monoclonal, não vacina.
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Contexto
Pelo Calendário Nacional de Vacinação 2026 do Ministério da Saúde, aos 2 meses a criança deve receber a primeira dose de pentavalente, VIP, pneumocócica 10-valente e rotavírus. A pentavalente contém DTP de células inteiras, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b; ter recebido hepatite B ao nascer não elimina as doses de hepatite B presentes na pentavalente do esquema infantil.
Há, porém, uma particularidade decisiva no caso: o lactente permanece internado. O Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação do Ministério da Saúde considera a internação hospitalar uma falsa contraindicação para a maioria das vacinas, exceto para a vacina oral contra rotavírus em criança internada, em razão da eliminação fecal do vírus vacinal e do risco de disseminação no ambiente hospitalar. Assim, as vacinas injetáveis indicadas pela idade devem ser feitas durante a internação, e o rotavírus deve ser oportunizado quando for seguro conforme a situação assistencial e os limites etários vigentes.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A tetravalente DTP-Hib não corresponde ao imunizante de rotina usado no esquema atual aos 2 meses, que é a pentavalente com componente hepatite B. A alternativa ainda inclui rotavírus durante a internação, situação excepcionalizada pelo manual de vacinação.
B) Correta (gabarito). Pneumocócica 10-valente, pentavalente e VIP são vacinas indicadas aos 2 meses e podem ser administradas durante a internação clínica descrita. A ausência do rotavírus é explicada pela recomendação de evitar essa vacina oral viva atenuada enquanto a criança permanece hospitalizada.
C) Incorreta. A meningocócica C não é a vacina de rotina dos 2 meses no calendário apresentado, e palivizumabe não é vacina, mas anticorpo monoclonal usado em situações selecionadas para prevenção de doença grave por vírus sincicial respiratório. Além disso, a opção inclui rotavírus durante internação.
D) Incorreta. Pentavalente e pneumocócica estão indicadas, mas falta a primeira dose da VIP, componente obrigatório do esquema aos 2 meses.