Parada cardiorrespiratória e ACLS

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Questão 13
USP-SP · 2022

Homem de 65 anos de idade é admitido por insuficiência respiratória aguda no Pronto-Socorro. Durante o atendimento inicial, evolui com piora do padrão respiratório e da hipoxemia optando-se por intubação orotraqueal. Nesse momento, a frequência respiratória é de 40 irpm, saturação de oxigênio de 88% com máscara não reinalante a 15L/min, frequência cardíaca de 120bpm e pressão arterial de 60x30 mmHg. Após a intubação orotraqueal, a capnografia mostra a seguinte curva:

Figura da questão 13 da USP-SP 2022
Figura da questão

Qual é o diagnóstico mais provável?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A capnografia após a intubação mostra algumas ondas iniciais de CO2 que diminuem progressivamente até desaparecer. Esse padrão é clássico de intubação esofágica: pode existir pequena quantidade inicial de CO2 no estômago ou nas vias aéreas superiores, mas, após algumas ventilações, não há produção sustentada de CO2 expirado porque o tubo não está comunicando com os pulmões.

As diretrizes de ressuscitação da American Heart Association de 2025 recomendam capnografia quantitativa com forma de onda para confirmar e monitorar o posicionamento do tubo endotraqueal. O achado decisivo é uma curva de CO2 expirado sustentada ao longo de ventilações sucessivas. Ausência persistente ou desaparecimento rápido da curva após intubação deve levar à verificação imediata da posição do tubo e, no contexto apresentado, à retirada do tubo esofágico e nova abordagem da via aérea.

Alternativa por alternativa

A) Correta (gabarito). A queda progressiva do ETCO2 até zero após poucas ventilações é o padrão esperado quando o tubo está no esôfago. Pode haver CO2 transitório inicialmente, mas não há capnograma sustentado.

B) Incorreta. Pneumotórax, inclusive hipertensivo, pode causar deterioração hemodinâmica e ventilatória, mas, se o tubo estiver na traqueia e houver alguma perfusão pulmonar, a capnografia continua demonstrando CO2 expirado. O diagnóstico depende de outros achados clínicos e ultrassonográficos.

C) Incorreta. Intubação seletiva, geralmente do brônquio principal direito, causa ventilação unilateral e assimetria de expansibilidade e murmúrio vesicular, mas mantém uma curva capnográfica sustentada.

D) Incorreta. Broncoespasmo causa prolongamento da expiração e inclinação ascendente do platô alveolar, formando a clássica curva em barbatana de tubarão. Não produz desaparecimento progressivo do CO2 como na intubação esofágica.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é achar que qualquer CO2 inicial confirma intubação traqueal: o CO2 precisa permanecer sustentado após ventilações sucessivas.

  • Capnograma que desaparece após algumas ventilações sugere fortemente intubação esofágica.

  • Broncoespasmo mantém CO2, mas produz platô expiratório inclinado, a chamada barbatana de tubarão.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Parada cardiorrespiratória e ACLS” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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