Afecções otorrinolaringológicas comuns

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Questão 17
USP-SP · 2022

Mulher de 35 anos de idade deu entrada no Pronto-Socorro com cefaleia e febre não medida há 5 dias. Tentou utilizar vários analgésicos sem melhora. No exame clínico apresenta T 38°C, FC 100 bpm, sem outras alterações. Foi realizada a tomografia computadorizada mostrada a seguir.

Figura da questão 17 da USP-SP 2022
Figura da questão

Qual é o diagnóstico?
Explicação oficial do MedBoard

Contexto

A tomografia mostra níveis hidroaéreos nos seios maxilares, com conteúdo líquido ocupando parte das cavidades que normalmente deveriam estar preenchidas por ar. Em uma paciente com cefaleia e febre, esse achado é compatível com rinossinusite aguda, denominada sinusite na alternativa.

A Clinical Practice Guideline: Adult Sinusitis Update da AAO-HNSF de 2025 reforça que o diagnóstico da rinossinusite aguda não complicada é predominantemente clínico e que exames de imagem não devem ser solicitados rotineiramente, salvo suspeita de complicação ou diagnóstico alternativo. A imagem, quando já realizada, pode demonstrar opacificação, espessamento mucoso ou nível líquido, mas não distingue sozinha etiologia viral de bacteriana. Critérios clínicos e evolução temporal continuam necessários para essa diferenciação.

Alternativa por alternativa

A) Incorreta. Meningoencefalite exige síndrome de inflamação do sistema nervoso central, frequentemente com alteração do estado mental, sinais meníngeos, crises ou déficits neurológicos. A tomografia apresentada mostra doença dos seios paranasais, não uma lesão encefálica que estabeleça meningoencefalite.

B) Correta (gabarito). Os níveis hidroaéreos nos seios maxilares associados a febre e cefaleia são compatíveis com sinusite aguda. O exame mostra diretamente comprometimento dos seios paranasais.

C) Incorreta. Seios maxilares normais são predominantemente preenchidos por ar e aparecem hipodensos. A presença de conteúdo líquido com nível hidroaéreo é patológica e não corresponde a variação normal da idade.

D) Incorreta. Osteomielite craniana exigiria sinais de comprometimento ósseo, como erosão, destruição cortical ou alterações medulares, associados a contexto clínico apropriado. A alteração demonstrada está no interior dos seios maxilares.

Bizu MedBoard
  • A pegadinha é localizar a alteração: nível hidroaéreo dentro do seio paranasal aponta para sinusite, não para doença intracraniana.

  • Tomografia pode apoiar o diagnóstico e procurar complicações, mas não diferencia de forma confiável rinossinusite viral de bacteriana.

  • AAO-HNSF 2025: imagem não é rotina na rinossinusite aguda não complicada.

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Bia
Essa você viu resolvida 😊 Mas “Afecções otorrinolaringológicas comuns” não cai uma vez só: tem muitas outras questões desse mesmo tema esperando você aqui, todas comentadas assim.
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