Mulher, 28 anos refere ter sido submetida a curetagem uterina por abortamento de 3 meses de gestação, há 6 meses. Desde o procedimento não apresentou menstruações. Nega gestações anteriores, nega uso de medicamentos ou procedimentos cirúrgicos.
A pegadinha central é a história: amenorreia após curetagem = pense em sinéquias intrauterinas.
Asherman resulta de lesão do endométrio basal e cicatrização com aderência entre paredes uterinas.
Histeroscopia visualiza diretamente as sinéquias e permite tratamento por lise sob visão.
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Contexto
Amenorreia secundária iniciada imediatamente após curetagem uterina por abortamento sugere síndrome de Asherman, isto é, aderências intrauterinas adquiridas por trauma da camada basal do endométrio. Quando superfícies endometriais lesadas cicatrizam em contato, formam bandas fibrosas que podem reduzir ou obliterar a cavidade uterina e produzir hipomenorreia, amenorreia, infertilidade ou perdas gestacionais.
A histeroscopia é o método que permite visualizar diretamente as sinéquias e, simultaneamente, tratá-las por lise sob visão. Entre as imagens, a alternativa C mostra ponte fibrosa atravessando a cavidade, aspecto característico de aderência intrauterina. Lesões polipoides ou massas arredondadas intracavitárias apontariam para outros diagnósticos.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A imagem não mostra bandas fibrosas unindo paredes uterinas. O aspecto não corresponde ao padrão clássico de sinéquia pós-instrumentação.
B) Incorreta. Observa-se uma formação arredondada e protrusa na cavidade, mais compatível com lesão focal, como mioma submucoso ou pólipo, do que com aderência cicatricial.
C) Correta (gabarito). A imagem evidencia uma faixa de tecido fibroso atravessando e unindo superfícies da cavidade uterina, padrão histeroscópico típico da síndrome de Asherman e coerente com amenorreia após curetagem.
D) Incorreta. A imagem mostra estrutura focal e polipoide, não o padrão de pontes ou aderências que reduzem o espaço endometrial na síndrome de Asherman.