Homem com doença meningocócica mora com três pessoas (esposa de 34 anos, um filho de 14 anos e uma filha de 4 anos) e trabalha num escritório, 6h por dia, no mesmo ambiente, com 5 adultos.
A pegadinha central é diferenciar contato próximo de simples compartilhamento de ambiente.
Doença meningocócica: contatos domiciliares recebem quimioprofilaxia mesmo se vacinados.
Profissional de saúde só precisa de profilaxia quando houve exposição relevante e desprotegida a secreções respiratórias.
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Contexto
A quimioprofilaxia da doença meningocócica é dirigida a contatos próximos, porque o meningococo coloniza a nasofaringe e a transmissão ocorre por gotículas e contato direto com secreções respiratórias. O Guia de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, 6ª edição de 2024, e a Nota Técnica Conjunta nº 154/2024 orientam profilaxia rápida dos contatos definidos como de risco. A rifampicina é a primeira escolha na maioria das situações, com alternativas como ceftriaxona ou ciprofloxacino conforme idade, gestação, contraindicações e contexto epidemiológico.
Contatos domiciliares são grupo clássico para profilaxia, independentemente da idade ou situação vacinal, porque a convivência é próxima e prolongada. Já pessoas que apenas compartilham um escritório não recebem quimioprofilaxia automaticamente se não houver contato próximo ou exposição direta a secreções. Profissionais de saúde também não são profilaxados por qualquer contato, mas apenas quando houve exposição desprotegida relevante às secreções respiratórias do caso.
Alternativa por alternativa
A) Incorreta. A esposa e os filhos são contatos domiciliares e têm indicação, mas os cinco colegas de escritório não devem receber rifampicina apenas por permanecerem no mesmo ambiente. É necessário contato próximo relevante ou exposição a secreções.
B) Incorreta. Os contatos domiciliares devem receber quimioprofilaxia, mas não existe indicação de bloqueio vacinal rotineiro para colegas de trabalho apenas porque dividiram o mesmo escritório. Vacinação de bloqueio depende de situação epidemiológica específica definida pela vigilância.
C) Incorreta. A primeira parte referente aos contatos domiciliares está correta, mas profissionais de saúde não recebem rifampicina após qualquer contato. A indicação surge quando houve exposição desprotegida às secreções respiratórias, como durante intubação, aspiração ou ventilação boca a boca sem proteção adequada.
D) Correta (gabarito). Esposa e filhos são contatos domiciliares próximos e devem receber quimioprofilaxia, independentemente da idade. Rifampicina é a opção de primeira escolha na maioria dos contatos, respeitando contraindicações e situações especiais.