O exame da cavidade oral tem por objetivo o diagnóstico precoce de tumores malignos.
A pegadinha central é examinar apenas a face dorsal da língua e esquecer suas bordas laterais.
Úlcera oral persistente por mais de duas semanas precisa de avaliação e possível biópsia.
O tipo histológico dominante é carcinoma espinocelular.
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Contexto
Mais de 90% dos tumores malignos da cavidade oral são carcinomas espinocelulares. Entre os sítios intraorais, a língua móvel, especialmente suas bordas laterais e face ventrolateral, é um dos locais mais frequentemente acometidos e deve ser examinada com inspeção, mobilização e palpação bimanual.
A alternativa A mostra a língua. Lesões iniciais podem parecer leucoplasia, eritroplasia, úlcera persistente, área endurecida ou fissura. O sinal discriminador não é a dor, que pode faltar, mas a persistência por mais de duas semanas, a induração, o sangramento e a fixação.
O exame deve incluir também assoalho da boca, mucosa jugal, gengivas, palatos, trígono retromolar e lábios, além da palpação cervical. Contudo, entre as imagens oferecidas, a língua representa o sítio de maior frequência exigido pela questão.
A alternativa A, correspondente à língua, é a correta.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A imagem mostra a língua, especialmente uma área que permite avaliar bordas laterais, sítio de predileção do carcinoma espinocelular da cavidade oral.
B) Incorreta. O palato pode apresentar neoplasias, inclusive tumores de glândulas salivares menores, mas não é o local mais frequentemente acometido pelo carcinoma espinocelular oral.
C) Incorreta. Gengiva e vestíbulo oral também podem desenvolver carcinoma, sobretudo diante de tabaco e trauma crônico, mas têm menor frequência que a língua.
D) Incorreta. A região jugal ou retromolar deve ser examinada sistematicamente, porém não corresponde ao sítio mais frequente entre as alternativas.