Paciente de 2 meses, sexo masculino, foi admitido no pronto atendimento após mãe ter notado que ele estava com os lábios arroxeados. Na admissão, encontrava-se arresponsivo, com perda de tônus muscular e com respiração superficial e hipoxemia, tendo sido prontamente iniciadas ventilações assistidas. O paciente havia recebido as imunizações previstas no calendário vacinal há cerca de 5 horas e teve febre precedendo o quadro.
A pegadinha central é colocar o coxim sob o occipício do lactente; ele deve ficar sob os ombros.
Máscara correta cobre nariz e boca, sem cobrir os olhos nem ultrapassar o queixo.
Boa ventilação é confirmada pela elevação torácica, não apenas pelo movimento da bolsa.
A prova que você vai prestar tem cara própria. Tem tema que cai todo ano e tema que nunca apareceu, e decidir isso no improviso custa as semanas que você não tem.
O MedBoard começa pelo outro lado. Ele pesa cada tema pela banca que você vai prestar, monta o cronograma a partir disso e guarda o que você errou para devolver na hora certa.
Criar conta grátis
Contexto
A ventilação com bolsa-máscara só é eficaz quando três elementos estão corretos ao mesmo tempo: tamanho da máscara, alinhamento da via aérea e vedação com elevação da mandíbula. No lactente, o occipício proeminente tende a flexionar o pescoço em decúbito dorsal. Por isso, o coxim deve ficar sob os ombros e a parte superior do tronco, mantendo cabeça e pescoço em posição neutra ou discretamente estendida.
A máscara deve cobrir nariz e boca, apoiando-se na ponte nasal e no sulco mentoniano, sem alcançar os olhos nem ultrapassar o queixo. A mão forma um C com polegar e indicador sobre a máscara, enquanto os outros dedos elevam a mandíbula em E. A vedação é obtida trazendo a face em direção à máscara, e não comprimindo a máscara contra os tecidos moles do pescoço.
A alternativa A mostra o coxim sob os ombros, máscara pediátrica de tamanho adequado e preensão que mantém o selo com elevação mandibular. Após cada ventilação, deve-se verificar elevação visível do tórax; ausência de expansão exige reposicionar a cabeça, refazer a vedação e considerar obstrução.
Alternativa por alternativa
A) Correta (gabarito). A máscara cobre nariz e boca sem invadir os olhos, o coxim está sob os ombros e a mão realiza vedação com tração mandibular, preservando o alinhamento da via aérea.
B) Incorreta. O coxim está colocado sob a cabeça ou occipício, promovendo flexão cervical no lactente e favorecendo obstrução da via aérea.
C) Incorreta. A máscara é desproporcionalmente grande e o posicionamento não garante o apoio apenas sobre ponte nasal e mento, o que favorece escape de ar e compressão inadequada.
D) Incorreta. O apoio posterior está sob a cabeça, e a mão exerce pressão sobre a face sem a elevação mandibular adequada. A combinação pode piorar a obstrução e reduzir a vedação.